Superbatata criada no Brasil pode revolucionar a alimentação e multiplicar a produtividade no campo

Superbatata criada no Brasil pode revolucionar a alimentação e multiplicar a produtividade no campo

Uma nova variedade de batata-doce desenvolvida por pesquisadores do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) promete transformar a produção agrícola e contribuir para uma alimentação mais nutritiva. Batizada de IAC Dom Pedro II, a cultivar reúne alta produtividade e elevado teor de betacaroteno, substância que o organismo converte em vitamina A.

Nos testes realizados em São José do Rio Preto (SP), a nova batata-doce apresentou rendimento estimado de até 80 toneladas por hectare, desempenho que supera em cerca de 48% a produtividade da principal variedade cultivada atualmente no estado. O resultado também representa uma produção até quatro vezes maior que a média paulista e cerca de cinco vezes acima da média nacional.

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Além do ganho no campo, a cultivar chama atenção pelo valor nutricional. Enquanto muitas variedades comerciais possuem baixos níveis de betacaroteno, a IAC Dom Pedro II apresenta concentração significativamente maior desse nutriente, essencial para a saúde da visão, o fortalecimento do sistema imunológico e o desenvolvimento infantil.

Outro diferencial é a casca mais fina, característica que reduz perdas durante o processamento e o consumo. Segundo os pesquisadores, isso pode aumentar o aproveitamento do alimento e gerar economia ao longo da cadeia produtiva.

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A expectativa é ampliar o cultivo da nova variedade para multiplicar mudas e incentivar sua adoção por produtores rurais. A proposta também inclui o fornecimento da batata-doce para escolas e programas de alimentação pública, unindo produtividade, segurança alimentar e qualidade nutricional.

Especialistas avaliam que a inovação reforça o papel da pesquisa agropecuária brasileira no desenvolvimento de cultivares mais produtivas, nutritivas e adaptadas às necessidades do campo e da população.

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Gessica Vieira

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