Inflação acelera no semestre e alimentos voltam a pesar no bolso dos brasileiros

O custo de vida ficou mais alto para os brasileiros no primeiro semestre de 2026. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação, acumulou alta de 3,36% entre janeiro e junho, resultado superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Os alimentos e os combustíveis foram os principais responsáveis pelo avanço da inflação. Entre os produtos que mais pressionaram o índice, o tomate apresentou uma das maiores altas do semestre. Já a gasolina teve o maior impacto individual sobre o IPCA, refletindo a valorização do petróleo no mercado internacional e as oscilações no setor de combustíveis.
Além disso, o grupo Alimentação e Bebidas registrou uma das maiores elevações entre todos os segmentos pesquisados pelo IBGE. O aumento dos preços também atingiu produtos básicos consumidos diariamente pelas famílias brasileiras, ampliando a pressão sobre o orçamento doméstico.
Outro fator que contribuiu para a inflação foi o reajuste em setores como educação e habitação. O aumento da energia elétrica também influenciou o resultado do semestre, reforçando o impacto dos custos essenciais sobre o índice oficial de preços.
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Economistas destacam que o comportamento da inflação continuará sendo acompanhado de perto nos próximos meses. A evolução dos preços dos alimentos, das commodities e dos combustíveis deverá influenciar tanto o custo de vida da população quanto as decisões da política monetária do país.
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