Dejetos de aves e suínos podem transformar resíduos em energia e nova fonte de renda no campo

Dejetos de aves e suínos podem transformar resíduos em energia e nova fonte de renda no campo

O que antes era tratado apenas como resíduo da produção animal pode se tornar um importante aliado da transição energética no agronegócio. Dejetos provenientes da avicultura e da suinocultura estão no centro de projetos que buscam ampliar a produção de biometano e fortalecer a economia circular no Espírito Santo.

Levantamentos apresentados durante um evento sobre energia renovável mostraram que o estado produz, em média, cerca de 75 mil toneladas de esterco de aves e mais de 30 mil metros cúbicos de dejetos suínos por mês. Grande parte desse material já é aproveitada como fertilizante orgânico ou na geração de biogás para consumo nas propriedades rurais.

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O próximo passo é ampliar a produção de biometano em escala comercial. Esse combustível renovável pode substituir parte do gás natural utilizado por indústrias, empresas e veículos, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e agregando valor aos resíduos da atividade pecuária.

Apesar do potencial, especialistas afirmam que a expansão ainda enfrenta obstáculos. Os altos investimentos necessários para instalar unidades de produção, a necessidade de infraestrutura adequada e o fato de muitos resíduos já terem uso consolidado como adubo orgânico limitam novos projetos.

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Experiências internacionais demonstram que o aproveitamento dos resíduos agropecuários para produzir energia renovável pode aumentar a renda dos produtores e reduzir impactos ambientais. Por isso, representantes do setor defendem novos investimentos e políticas de incentivo para acelerar esse mercado também no Brasil.

Além de gerar energia limpa, o aproveitamento dos dejetos reforça a sustentabilidade das cadeias produtivas, reduz desperdícios e cria novas oportunidades de negócios para a agropecuária brasileira.

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Gessica Vieira

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