Nova variedade de melão promete elevar produtividade em até 15% e reduzir perdas após a colheita

A produção brasileira de melão pode ganhar um importante reforço tecnológico com a chegada de uma nova variedade que promete aumentar a produtividade em até 15% e ampliar o tempo de conservação dos frutos após a colheita. A novidade foi apresentada durante a 31ª edição da Hortitec 2026, realizada em Holambra (SP), e chama a atenção por reunir características que beneficiam toda a cadeia produtiva.
Batizada de SV6276MA, a nova variedade foi desenvolvida pela Seminis Bayer com foco em oferecer maior segurança ao produtor, melhor desempenho no campo e frutos de elevada qualidade comercial. Segundo a empresa, além do ganho em produtividade, o material apresenta excelente rusticidade, favorecendo o pegamento dos frutos e proporcionando maior estabilidade durante o ciclo produtivo.
De acordo com dados do IBGE, o Brasil possui mais de 31 mil hectares destinados ao cultivo de melão, com produção superior a 816 mil toneladas. Nesse cenário, o desenvolvimento de novas cultivares é considerado estratégico para aumentar a eficiência das lavouras e reduzir perdas ao longo da cadeia de comercialização.
Outro diferencial da variedade é a qualidade dos frutos. O melão apresenta casca amarelo-dourada intensa, formato uniforme, peso médio entre 1,6 e 2 quilos e polpa branca com teor de açúcar entre 13 e 15 graus Brix, característica que proporciona sabor mais adocicado e maior aceitação pelos consumidores.
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A durabilidade no pós-colheita também é um dos principais destaques. Segundo os desenvolvedores, a maior vida útil permite ampliar o período de armazenamento e transporte, reduzindo desperdícios e aumentando a competitividade tanto no mercado interno quanto nas exportações. A conservação pós-colheita é um dos fatores mais importantes para frutas destinadas a longas distâncias e já é reconhecida por pesquisas como determinante para reduzir perdas na cadeia produtiva.
A nova cultivar foi desenvolvida para atender desde pequenos produtores até grandes empresas exportadoras. A proposta é oferecer um material com alta adaptabilidade, capaz de manter bom desempenho em diferentes sistemas de cultivo e atender às exigências dos mercados mais competitivos.
Especialistas destacam que o desenvolvimento de uma nova variedade pode levar entre sete e dez anos de pesquisas, testes de campo e validações antes da disponibilização comercial. O lançamento reforça a tendência de investimentos em inovação genética para aumentar a produtividade, melhorar a qualidade dos alimentos e fortalecer a competitividade da horticultura brasileira.
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