Alimentos ficam mais baratos e puxam inflação para baixo em julho

Os preços dos alimentos recuaram com força em julho e ajudaram a desacelerar a inflação oficial brasileira. O grupo Alimentação e Bebidas registrou deflação de 0,67%, a maior queda desde julho de 2024, quando o recuo havia sido de 1%.
Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, divulgado pelo IBGE nesta terça-feira, 11 de agosto de 2026. No mês, o índice geral ficou em 0,07%, menor resultado para julho desde 2022.
A queda dos alimentos foi puxada principalmente pelos produtos consumidos dentro de casa. Nesse segmento, a deflação chegou a 1,14%, compensando altas registradas em itens como leite longa vida e frutas.
Hortaliças e alimentos básicos recuam
Entre os produtos que mais contribuíram para a redução dos preços estão o tomate, a batata-inglesa e a cenoura. O tomate teve queda de 29,09%, enquanto a batata recuou 19,59% e a cenoura caiu 14,41%.
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O café moído também ficou mais barato, com redução de 2,45% no mês. Os resultados ajudam a explicar a intensidade da queda registrada pelo grupo de alimentação.
Apesar do movimento positivo dentro de casa, a alimentação fora do domicílio apresentou comportamento diferente. A inflação desse segmento acelerou de 0,15% para 0,55% em julho, com aumentos nos preços de lanches e refeições.
Resultado traz alívio ao consumidor
A queda nos preços dos alimentos representa um alívio especialmente para as famílias, já que a alimentação tem peso importante no orçamento doméstico.
O resultado também contribuiu para manter a inflação geral em patamar mais baixo. O IPCA acumulado em 12 meses recuou para 4,44%, voltando para dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação.
Mesmo com a melhora, o comportamento dos preços ainda exige acompanhamento. Alguns produtos continuam registrando altas, enquanto fatores como custos de produção, clima, oferta e demanda podem alterar os preços dos alimentos ao longo dos próximos meses.
Para o agronegócio, a movimentação também merece atenção. A redução dos preços ao consumidor pode refletir mudanças na oferta de determinados produtos e nas condições do mercado, embora os efeitos variem de acordo com cada cadeia produtiva.
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