Brasil avança para produzir mais fertilizantes e reduzir dependência externa

Brasil avança para produzir mais fertilizantes e reduzir dependência externa

O Brasil deu um novo passo para ampliar a produção nacional de fertilizantes. O Senado aprovou o projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), iniciativa que busca estimular investimentos no setor e diminuir a dependência brasileira de produtos importados.

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O texto aprovado prevê incentivos fiscais para empresas interessadas em instalar novas unidades ou ampliar e modernizar fábricas já existentes. A proposta segue agora para sanção presidencial.

Um dos principais objetivos é fortalecer a oferta interna de fertilizantes e suas matérias-primas. O tema é considerado estratégico para o agronegócio, já que o Brasil ainda depende fortemente do mercado internacional para atender à demanda do campo.

Segundo informações do Senado, o programa poderá liberar até R$ 10 bilhões em créditos fiscais ao longo de cinco anos para projetos que atendam aos critérios estabelecidos pela legislação. Os incentivos serão direcionados a empreendimentos voltados à produção de fertilizantes.

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Menor dependência das importações

A dependência externa é um dos principais desafios enfrentados pelo setor. O Brasil utiliza grandes volumes de fertilizantes para a produção de soja, milho, algodão e outras culturas, mas parcela significativa desses produtos ainda vem do exterior.

A proposta aprovada pelo Senado pretende criar condições para aumentar a participação da indústria nacional nesse mercado.

A medida também ganha importância diante das oscilações internacionais nos preços dos fertilizantes, além de riscos provocados por conflitos, mudanças nas rotas comerciais e decisões de grandes países produtores.

Impacto para o agronegócio

A ampliação da produção brasileira pode contribuir, no médio e longo prazo, para diversificar as fontes de abastecimento e reduzir parte da exposição dos produtores às variações do mercado internacional.

Para estados como Goiás, onde a produção de grãos tem forte participação na economia, o tema é especialmente relevante. A disponibilidade e o custo dos fertilizantes influenciam diretamente o planejamento das lavouras e a formação dos custos de produção.

No Sudoeste Goiano, uma das principais regiões produtoras do estado, produtores acompanham de perto as condições de mercado para definir compras de insumos antes do plantio.

O programa, porém, não representa uma redução imediata dos preços dos fertilizantes. Os efeitos dependerão da implantação dos projetos, dos investimentos realizados e da capacidade de expansão da produção nacional.

Próxima etapa

Com a aprovação no Senado, o projeto segue para sanção presidencial. Depois dessa etapa, será necessário regulamentar os mecanismos previstos para que os incentivos possam ser utilizados pelas empresas habilitadas.

A expectativa é que o programa ajude a estimular novos investimentos e aumente a capacidade brasileira de produzir fertilizantes ao longo dos próximos anos.

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Gessica Vieira

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