Maracujá do sono desenvolvido pela Embrapa ganha destaque no Brasil

Maracujá do sono desenvolvido pela Embrapa ganha destaque no Brasil

Uma nova variedade de maracujá desenvolvida pela Embrapa tem chamado a atenção de produtores e consumidores no Brasil por reunir características diferentes do fruto tradicional. Conhecido como “maracujá do sono”, o BRS Pérola do Cerrado se destaca pelo sabor mais doce, aroma intenso e propriedades associadas ao bem-estar.

Desenvolvido pela Embrapa Cerrados, no Distrito Federal, o fruto surgiu como uma alternativa de cultivo voltada à diversificação da produção agrícola. A proposta não foi substituir o maracujá convencional, mas oferecer uma variedade com maior valor agregado, resistência a pragas e doenças e novas oportunidades de renda para produtores rurais.

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De acordo com o pesquisador Fábio Faleiro, que atua há mais de 20 anos na instituição, o material tem origem na espécie silvestre Passiflora setacea e foi aprimorado para atender tanto ao mercado quanto às necessidades do campo. A planta apresenta características mais rústicas, o que reduz a necessidade de intervenções químicas e facilita o manejo.

O apelido “maracujá do sono” está relacionado a estudos que identificaram propriedades funcionais na polpa da fruta, associadas à melhora da qualidade do sono e à redução do estresse. Apesar disso, especialistas reforçam que o consumo não substitui tratamentos médicos, sendo considerado um alimento com potencial funcional dentro de uma alimentação equilibrada.

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Outra diferença importante está na forma de consumo. Ao contrário do maracujá tradicional, geralmente mais ácido e utilizado principalmente em sucos, o Pérola do Cerrado pode ser consumido in natura. O sabor mais suave e adocicado, aliado ao aroma marcante, tem ampliado o interesse do público por novas experiências gastronômicas.

Segundo o engenheiro agrônomo Júlio Menegotto, o mercado brasileiro começa a reconhecer a diversidade de espécies de maracujá disponíveis, além do modelo tradicional. A tendência acompanha a crescente demanda por alimentos mais naturais, com menor uso de defensivos e características diferenciadas.

Além do apelo ao consumidor, a variedade também chama atenção no campo. A planta pode produzir por mais de 15 anos, apresenta menor consumo de água e alta resistência a pragas e doenças, fatores que contribuem para reduzir custos e aumentar a sustentabilidade da produção.

O avanço reforça o potencial da biodiversidade brasileira na geração de novos produtos agrícolas e evidencia uma tendência de valorização de alimentos diferenciados, especialmente em regiões produtoras como o Centro-Oeste, onde iniciativas como essa podem abrir novas oportunidades para o setor rural.

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Gessica Vieira

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