Genética bovina do Brasil ganha força global e exportações disparam

A genética bovina brasileira consolida seu espaço no mercado internacional e reforça o protagonismo do país na pecuária tropical. Nos três primeiros meses de 2026, as exportações cresceram 35% em relação ao mesmo período do ano anterior, com destaque para a genética de corte, que praticamente dobrou de volume.
O desempenho confirma uma tendência de expansão que se fortalece nos últimos anos, impulsionada pelo reconhecimento global da eficiência da genética desenvolvida no Brasil, especialmente em regiões de clima tropical.
Em 2025, o país alcançou um marco histórico ao exportar 1,1 milhão de doses de sêmen bovino. O número representa uma mudança significativa de patamar. Entre 2021 e 2024, a média anual era de aproximadamente 870 mil doses. No início da década, o volume girava em torno de 500 mil doses.
A demanda internacional se concentra, principalmente, em países com características climáticas semelhantes às do Brasil. Regiões da América Latina, América Central, África e Ásia buscam genética adaptada ao calor, com eficiência produtiva a pasto e adequada a sistemas extensivos.
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Nesse cenário, as raças zebuínas se destacam. O melhoramento genético prioriza características como rusticidade, resistência a parasitas, qualidade de carcaça e eficiência produtiva, fatores essenciais para a pecuária tropical.
Na pecuária leiteira, a raça Gir responde por cerca de metade das exportações brasileiras de genética. O desempenho resulta de décadas de seleção voltada à adaptação ao clima quente e à produção a pasto. A genética Girolando também avança no mercado internacional ao unir a produtividade da raça Holandesa com a rusticidade do Gir.
Já na pecuária de corte, o Nelore lidera as exportações, com mais de 65% do volume embarcado. A evolução da produtividade da raça tem papel decisivo no posicionamento do Brasil como referência mundial na produção de carne bovina.
Entre os principais destinos da genética de corte brasileira estão países como Colômbia, Paraguai e Bolívia, que ampliam o uso de animais adaptados às condições tropicais.
O crescimento das exportações também reflete o trabalho conjunto entre produtores, Ministério da Agricultura e Pecuária, pesquisadores e entidades do setor, como a ASBIA. A abertura de novos mercados, os avanços nos protocolos sanitários e a promoção internacional da genética nacional contribuem diretamente para esse avanço.
Ao mesmo tempo, a demanda global por proteína animal segue em expansão. Nesse contexto, cresce também a busca por sistemas produtivos eficientes e adaptados às condições climáticas de cada região.
Com isso, o Brasil fortalece sua posição como líder mundial na pecuária de corte e leite. O avanço das exportações de genética bovina evidencia o reconhecimento internacional da qualidade e da eficiência do trabalho desenvolvido no país.
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