VÍDEO | Inverno começa em Goiás com alerta para baixa umidade, calor acima da média e risco de queimadas

O inverno começou oficialmente neste domingo (21) e, em Goiás, a estação deve ser marcada por características bem diferentes daquelas normalmente associadas ao período em outras regiões do país. Segundo o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (CIMEHGO), a previsão para os próximos meses é de pouca chuva, temperaturas acima da média, baixa umidade do ar e aumento do risco de queimadas.
Em Jataí, o primeiro dia da estação foi marcado por céu azul, presença de ventos, poucas nuvens e tempo firme, cenário que deve predominar ao longo das próximas semanas.
De acordo com os meteorologistas, o principal desafio do inverno goiano não será o frio intenso, mas sim a estiagem prolongada e seus impactos na saúde da população, no meio ambiente e nas atividades econômicas.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Umidade do ar pode atingir níveis críticos
Entre os principais alertas emitidos pelos órgãos meteorológicos está a queda da umidade relativa do ar. Durante os meses mais secos do ano, especialmente entre julho e setembro, os índices podem atingir níveis considerados críticos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera preocupantes os níveis abaixo de 30%, enquanto índices inferiores a 20% já são classificados como situação de alerta para a saúde. Em algumas regiões do estado, a umidade pode se aproximar dos 10%.
A condição favorece o surgimento de problemas respiratórios, irritação nos olhos, ressecamento das vias aéreas, sangramentos nasais e agravamento de doenças alérgicas.
Entre as recomendações estão o aumento da ingestão de água, a utilização de umidificadores ou recipientes com água nos ambientes e a redução da prática de atividades físicas nos horários mais quentes do dia.
Risco de queimadas aumenta durante a estação
Outro ponto de atenção é o aumento do risco de incêndios em áreas urbanas e rurais. A combinação entre vegetação seca, baixa umidade e ausência de chuvas cria condições favoráveis para a propagação do fogo.
Além dos danos ambientais, as queimadas também contribuem para a piora da qualidade do ar e podem comprometer a saúde da população, especialmente crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
As autoridades orientam que a população evite qualquer tipo de queima de lixo, restos de poda ou materiais em terrenos baldios e áreas rurais.
Impactos também chegam ao campo
No setor agropecuário, a estiagem exige atenção redobrada dos produtores. A redução das chuvas pode afetar pastagens, reservatórios e mananciais utilizados para abastecimento e irrigação.
O período também demanda planejamento para o manejo das propriedades rurais e monitoramento constante das condições climáticas, especialmente em regiões com maior incidência de queimadas.
Estação segue até setembro
O inverno segue até o dia 22 de setembro. Até lá, a tendência é que Goiás mantenha o padrão climático típico da estação, com predomínio de dias ensolarados, pouca chuva, temperaturas elevadas durante as tardes e baixos índices de umidade relativa do ar.
Especialistas reforçam que a adoção de medidas preventivas e o acompanhamento dos boletins meteorológicos serão fundamentais para minimizar os impactos do período seco.
Share this content:








