El Niño pode favorecer safra de grãos no Brasil e reduzir impacto nos preços dos alimentos, aponta estudo

O retorno do fenômeno climático El Niño, previsto para ganhar força no segundo semestre de 2026, pode trazer efeitos positivos para parte da produção agrícola da América do Sul. Um estudo da consultoria Oxford Economics aponta que Brasil e Argentina estão entre os países com menor vulnerabilidade aos impactos do fenômeno sobre a inflação dos alimentos e, em determinadas regiões, podem até registrar ganhos de produtividade nas próximas safras.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, alterando os padrões de chuva e temperatura em diversas partes do mundo. Enquanto algumas regiões enfrentam secas prolongadas e perdas agrícolas, outras podem receber volumes de chuva mais favoráveis ao desenvolvimento das lavouras.
Segundo a análise, a América do Sul tende a ser uma das regiões menos afetadas pelo aumento dos preços dos alimentos provocado pelo fenômeno climático. No caso brasileiro, o cenário pode favorecer principalmente as culturas de soja e milho em áreas onde a distribuição das chuvas ocorre de forma equilibrada durante o ciclo produtivo.
Na Argentina, especialistas também projetam uma temporada positiva para as principais culturas agrícolas. A expectativa é de que o aumento das chuvas beneficie o desenvolvimento das lavouras de trigo, milho e soja, contribuindo para uma recuperação da produção e ampliando a oferta de grãos no mercado internacional.
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Apesar das perspectivas favoráveis para parte da América do Sul, especialistas alertam que os impactos do El Niño não são uniformes. Em outras regiões produtoras do mundo, como partes da Ásia e da Oceania, o fenômeno pode provocar estiagens severas, reduzir a oferta global de alimentos e pressionar os preços internacionais de diversas commodities agrícolas.
Reflexos para Goiás e o sudoeste goiano
Em Goiás, um dos principais polos produtores de soja, milho e proteína animal do país, o comportamento do clima é acompanhado de perto pelos agricultores. Caso as previsões de chuvas regulares se confirmem durante o desenvolvimento das lavouras, o cenário poderá favorecer o potencial produtivo da safra 2026/2027, embora o resultado final continue dependendo da distribuição das precipitações e das condições climáticas ao longo de todo o ciclo.
Especialistas reforçam que, mesmo diante de previsões otimistas, o monitoramento meteorológico permanece fundamental. Eventos extremos associados ao El Niño podem ocorrer de forma localizada e provocar impactos diferentes entre as regiões produtoras.
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