Sensores inteligentes ajudam produtores a identificar rebanhos mais saudáveis e melhorar o bem-estar animal

Sensores inteligentes ajudam produtores a identificar rebanhos mais saudáveis e melhorar o bem-estar animal

A tecnologia vem ganhando cada vez mais espaço na pecuária leiteira e uma nova pesquisa mostra que ela pode desempenhar um papel importante também no bem-estar animal. Um estudo conduzido pela Digital Dairy Chain, programa liderado pela instituição britânica SRUC, revelou que sensores de atividade instalados em vacas leiteiras são capazes de identificar rebanhos mais saudáveis e felizes por meio da análise do comportamento dos animais.

Os sensores, normalmente utilizados para monitorar o cio e a fertilidade das vacas, registram informações sobre movimentação, descanso e atividade ao longo do dia. A partir desses dados, os pesquisadores conseguiram prever se uma propriedade apresentava boas condições de bem-estar animal ou se havia sinais de desafios no manejo. Segundo o estudo, o sistema alcançou até 87% de precisão para identificar fazendas com condições desfavoráveis e cerca de 80% para reconhecer rebanhos com bom nível de bem-estar.

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Um dos principais indicadores observados foi a chamada sincronia comportamental. Quando as vacas descansam, caminham e realizam outras atividades de forma coordenada, isso indica que conseguem expressar seu comportamento natural, característica associada a melhores condições de conforto e saúde. Já comportamentos desorganizados podem indicar problemas relacionados ao ambiente ou ao manejo.

Para validar os resultados, os pesquisadores combinaram os dados coletados pelos sensores com avaliações qualitativas do comportamento animal, metodologia que considera aspectos emocionais das vacas, como tranquilidade, relaxamento e estresse. O cruzamento das informações permitiu identificar padrões que podem servir como ferramenta prática para os produtores acompanharem o bem-estar do rebanho em tempo real.

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O levantamento também mostrou que pequenas adaptações nas instalações, como ajustes na altura das barras de contenção e no tamanho das camas utilizadas pelos animais, podem gerar melhorias significativas na qualidade de vida das vacas e, consequentemente, refletir em ganhos de produtividade.

A adoção desse tipo de tecnologia acompanha uma tendência crescente de digitalização da pecuária. Sistemas de monitoramento por sensores e inteligência artificial já vêm sendo utilizados para acompanhar indicadores como alimentação, ruminação, atividade física e saúde dos animais, permitindo intervenções mais rápidas e uma gestão mais eficiente das propriedades leiteiras.

Para produtores de leite de Goiás e de outras regiões do país, o avanço dessas ferramentas representa uma oportunidade de aumentar a eficiência da produção, reduzir perdas e fortalecer práticas voltadas ao bem-estar animal, tema cada vez mais valorizado pelo mercado consumidor e pelas certificações da cadeia leiteira.

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Gessica Vieira

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