Quanto custa, de verdade, um empregado para a empresa?

Quanto custa, de verdade, um empregado para a empresa?

Muitos empresários olham para a carteira de trabalho e enxergam apenas o salário. Mas esse é um dos erros mais perigosos da gestão trabalhista.

Se o empregado recebe R$ 1.621,00, esse não é o custo real da contratação. É só o ponto de partida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sobre esse salário, a empresa ainda precisa arcar, em regra, com:

📌 FGTS de 8%;
📌 INSS patronal de 20%;
📌 RAT, conforme o risco da atividade;
📌 contribuições a terceiros e Sistema S;
📌 provisão de 13º salário;
📌 provisão de férias + 1/3.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fazendo uma conta empresarial básica, sem entrar em particularidades tributárias de cada setor, um empregado que recebe R$ 1.621,00 pode representar um custo mensal aproximado de R$ 2.500,00 a R$ 2.700,00 para a empresa, mesmo sem considerar benefícios como vale-transporte, vale-alimentação ou plano de saúde.

Se houver benefícios, adicionais, horas extras ou outras parcelas, esse valor sobe ainda mais.

E é justamente aqui que muitos empregadores erram: contratam olhando apenas para o salário nominal e esquecem que a mão de obra envolve encargos, provisões e custo de conformidade.

O problema é que essa conta pode ficar muito pior quando a empresa administra mal o contrato.

Se não controla jornada, erra verbas rescisórias, paga parcelas “por fora”, ignora adicionais, deixa de recolher encargos ou descumpre direitos básicos, o custo deixa de ser apenas operacional e vira passivo trabalhista.

A diferença é que, no processo, a conta vem acrescida de:

📌 juros;
📌 correção monetária;
📌 multas;
📌 honorários;
📌 e, em muitos casos, reflexos sobre várias outras verbas.

Por isso, conhecer o custo real do empregado não serve apenas para decidir se vale a pena contratar. Serve para mostrar que cumprir corretamente a legislação durante o contrato quase sempre é mais barato do que discutir esse contrato na Justiça depois.

Empresário que conhece o custo real da mão de obra contrata melhor, precifica melhor e erra menos.

E no trabalhista, errar menos costuma ser uma das formas mais baratas de proteger o caixa da empresa.

Share this content:

Gessica Vieira

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.