VÍDEO | Goiás registra alta de 40,6% nos focos de queimadas; Sudoeste chega a 57 dias sem chuva

Goiás registrou 225 focos de queimadas entre os dias 10 e 16 de agosto de 2026. No mesmo período do ano passado, foram contabilizadas 160 ocorrências, o que representa um aumento de aproximadamente 40,6%.
Os números integram o Informativo Monitor de Queimadas nº 33/2026, elaborado pelo Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), ligado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).
O crescimento não ocorreu de maneira uniforme em todas as regiões. O Leste apresentou a maior elevação, passando de 48 focos em 2025 para 129 neste ano. No Norte, o número aumentou de 23 para 41 ocorrências.
As demais regiões apresentaram redução. No Centro de Goiás, os registros caíram de 39 para 27; no Oeste, de 19 para 14; e no Sul, de 19 para 11.
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No Sudoeste, a queda foi mais expressiva. A região passou de 12 focos, registrados no mesmo período de 2025, para três em 2026, uma redução de 75%.
Queda não elimina o risco no Sudoeste
Apesar da diminuição das ocorrências, as condições ambientais continuam exigindo atenção. Até o dia 16 de agosto, o Sudoeste acumulava 57 dias consecutivos sem chuva significativa.
O Cimehgo também não identificou precipitações relevantes em Goiás entre os dias 10 e 16. Nas demais regiões, o período sem chuva variava entre 64 e 67 dias.
A estiagem prolongada reduz a umidade da vegetação e aumenta a facilidade de propagação do fogo. No meio rural, um incêndio pode alcançar pastagens, lavouras, cercas, reservas ambientais, animais, máquinas e outras estruturas da propriedade.
O levantamento aponta que São Domingos liderou o número de ocorrências na semana, com 44 focos. Em seguida aparecem Flores de Goiás, com 23; Vila Propício, com 15; Niquelândia, com 12; e Vila Boa, com nove.
Ação humana exige atenção
Segundo o Cimehgo, a maioria das queimadas neste período é provocada pela ação humana. Por isso, a redução registrada no Sudoeste não deve ser interpretada como ausência de perigo.
Entre os cuidados necessários estão a manutenção de aceiros, a retirada de materiais inflamáveis das proximidades de instalações, a inspeção de máquinas que possam produzir faíscas e a atenção redobrada durante atividades realizadas em áreas com vegetação seca.
O uso do fogo sem autorização e sem os procedimentos adequados pode causar danos ambientais, prejuízos econômicos e responsabilização dos envolvidos. Ao identificar um incêndio, a recomendação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
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