Mercado de genética bovina cresce e acelera uso de tecnologia na pecuária

Mercado de genética bovina cresce e acelera uso de tecnologia na pecuária

O mercado brasileiro de genética bovina registrou crescimento expressivo no primeiro semestre de 2026. As vendas diretas de sêmen para pecuaristas chegaram a 11,11 milhões de doses, alta de 11,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do Index Asbia, elaborado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) em parceria com o Cepea/Esalq-USP.

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Considerando também as exportações e os serviços de coleta e industrialização de sêmen, o mercado movimentou 12,33 milhões de doses, crescimento de 12,4% na comparação anual. O resultado mostra o avanço da utilização de biotecnologias reprodutivas na pecuária brasileira.

Pecuária de corte lidera avanço

A genética voltada para a produção de carne foi o principal destaque do mercado interno. As vendas para a pecuária de corte alcançaram 7,88 milhões de doses, aumento de 16,9% em um ano.

Já a genética destinada à pecuária leiteira somou 3,24 milhões de doses, praticamente mantendo o desempenho registrado no primeiro semestre de 2025, com alta de 0,1%.

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O cenário ocorre em um momento de valorização do bezerro e de maior atenção dos pecuaristas à qualidade dos rebanhos. O melhoramento genético é utilizado para buscar animais mais produtivos e adequados aos objetivos de cada sistema de produção.

Exportações batem recorde

O mercado externo também contribuiu para o resultado. As exportações de sêmen bovino cresceram 66,8%, chegando a 663.481 doses no primeiro semestre.

O maior avanço veio da genética destinada ao gado de corte. Os embarques aumentaram 119,9%, alcançando 415.024 doses, recorde para o período. No segmento leiteiro, foram exportadas 248.457 doses, crescimento de 18,9%.

Os números reforçam a presença da genética brasileira no mercado internacional e mostram que a tecnologia desenvolvida para os rebanhos nacionais também vem conquistando espaço fora do país.

Inseminação artificial amplia alcance

Outro indicador chama atenção para a expansão da tecnologia no campo. A inseminação artificial esteve presente em 4.225 municípios brasileiros no primeiro semestre de 2026. O número representa 76,4% dos municípios do país e crescimento de aproximadamente 10% em relação ao ano anterior.

A expansão não significa que 76,4% das fêmeas do rebanho sejam inseminadas. O indicador mede a presença da tecnologia nos municípios brasileiros.

Para Goiás e o Sudoeste Goiano, região com forte participação na pecuária de corte, o avanço da genética representa uma oportunidade para aumentar a eficiência dos rebanhos. A escolha de animais e tecnologias adequadas pode contribuir para melhorar características produtivas e acelerar o ganho de qualidade dentro das propriedades.

O movimento mostra que o melhoramento genético deixou de ser apenas uma ferramenta de seleção e passou a ocupar espaço cada vez maior na estratégia de produção pecuária.

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Gessica Vieira

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