Rotavírus C avança na suinocultura e reforça alerta para manejo nas granjas

O aumento da ocorrência do rotavírus do grupo C (RVC) em leitões lactantes tem acendido um alerta na suinocultura brasileira. Segundo especialistas, o vírus passou a ganhar espaço nos diagnósticos de diarreia neonatal e representa um novo desafio sanitário para os produtores, devido à rápida disseminação nas granjas e à dificuldade de controle.
De acordo com a reportagem, o RVC é um vírus de RNA altamente mutagênico. Com a imunidade dos plantéis consolidada ao longo dos anos contra o rotavírus do grupo A (RVA), o grupo C encontrou condições favoráveis para provocar surtos intensos, já que o plantel atual ainda não possui resposta imune adequada para essa cepa.
Doença atinge leitões nas primeiras semanas de vida
O rotavírus C provoca diarreia por má absorção no intestino dos leitões. A principal mudança observada no campo é que os surtos passaram a atingir animais ainda na primeira e segunda semana de vida nas maternidades, diferentemente do que apontavam estudos anteriores, que associavam o vírus a animais mais velhos.
Entre os principais sinais clínicos estão diarreia aquosa e amarelada, acompanhada de baixo desempenho zootécnico. O vírus também apresenta rápida disseminação, espalhando-se entre as leitegadas dentro do galpão.
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Além disso, o RVC frequentemente está associado a infecções causadas por Escherichia coli, Cystoisospora e Clostridium. Por esse motivo, o diagnóstico laboratorial é apontado como essencial para definir corretamente o tratamento.
Biosseguridade é apontada como principal medida de controle
Estudos epidemiológicos citados na reportagem indicam que o rotavírus C já está presente em praticamente todas as granjas do país, independentemente do status sanitário ou do modelo de integração. Esse cenário evidencia a necessidade de revisar as rotinas de manejo para reduzir a pressão de infecção nas salas de parto.
Para interromper o ciclo de transmissão e reinfecção, a recomendação é manter limpeza e desinfecção rigorosas das baias de maternidade antes da entrada de uma nova matriz e seu lote, além de respeitar o vazio sanitário, permitindo o período de descanso das instalações para reduzir a permanência do vírus no ambiente.
Sem o manejo adequado dessas etapas, o ambiente pode permanecer altamente contaminado após os episódios de diarreia, comprometendo o bem-estar dos animais e o desempenho das próximas leitegadas.
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