Cota da China deve impactar 42 frigoríficos brasileiros

Cota da China deve impactar 42 frigoríficos brasileiros

Avanço da cota chinesa pressiona frigoríficos brasileiros

O avanço no preenchimento da cota brasileira de exportação de carne bovina para a China deve impactar diretamente cerca de 42 frigoríficos habilitados no país. Essas unidades tendem a enfrentar redução ou até suspensão das compras chinesas nos próximos meses.

Os dados são baseados em levantamento da CNN Brasil, com informações da GACC (Administração-Geral de Aduanas da China).

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No total, o Brasil possui 62 frigoríficos habilitados para exportar ao mercado chinês, sendo que as 42 unidades mais vulneráveis representam aproximadamente 67,7% desse total.

Pequenos e médios frigoríficos são os mais expostos

O grupo mais afetado reúne frigoríficos regionais, cooperativas e indústrias independentes de menor porte. Essas empresas possuem maior dependência do mercado chinês e menor capacidade de redirecionar exportações para outros países.

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Entre as companhias citadas no levantamento estão unidades da Fortunceres, Prima Foods, Frigol, Naturafrig Alimentos, Frisa, Mercúrio Alimentos, Masterboi, Plena Alimentos e Vale Grande.

Esse conjunto soma dezenas de plantas distribuídas principalmente em estados produtores do Centro-Oeste, Norte e Sul do Brasil.

Grandes grupos têm maior capacidade de adaptação

Entre os grandes players do setor, que somam 25 unidades habilitadas, o destaque é a JBS, com 18 plantas. Em seguida aparecem Minerva Foods, com 5 unidades, e Marfrig Global Foods, com 2 unidades.

Essas companhias possuem maior diversificação de mercados e operações internacionais, o que reduz a dependência exclusiva da China e permite redirecionamento de embarques em cenários de retração.

Segundo análise de mercado, empresas com estrutura global tendem a manter maior flexibilidade comercial em situações de oscilação da demanda chinesa.

Redirecionamento e impacto operacional

Especialistas do setor apontam que parte da produção pode ser direcionada para outros mercados, como Estados Unidos e países da América do Sul, incluindo Argentina, Uruguai e Colômbia, que ainda possuem cotas disponíveis para exportação à China.

No caso das empresas menores, a avaliação é de que algumas unidades podem recorrer a ajustes operacionais, como férias coletivas, diante da redução de demanda e do esgotamento da cota.

Procuradas, Minerva Foods e MBRF informaram que não iriam comentar o assunto.

O cenário reflete a crescente disputa por espaço no mercado chinês de carne bovina, um dos principais destinos das exportações brasileiras do setor, e evidencia a diferença de impacto entre grandes conglomerados e frigoríficos regionais.

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Letícia Santana Alves

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