No PN7 em Pauta, cardiologista Juliano Rocha alerta que infartos estão atingindo pessoas cada vez mais jovens

No PN7 em Pauta, cardiologista Juliano Rocha alerta que infartos estão atingindo pessoas cada vez mais jovens

O infarto deixou de ser uma doença associada exclusivamente aos idosos. Cada vez mais, pessoas na faixa dos 20, 30 e 40 anos têm sido diagnosticadas com problemas cardiovasculares graves, realidade que preocupa especialistas e reforça a importância da prevenção desde cedo.

O alerta foi feito pelo médico cardiologista Dr. Juliano Rocha durante entrevista concedida ao PN7 em Pauta, programa jornalístico do Portal Panorama, exibido nesta quinta-feira (2). Segundo o especialista, o aumento desses casos está diretamente relacionado às mudanças no estilo de vida da população.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mudança de hábitos antecipou o aparecimento das doenças

Durante a entrevista, Juliano Rocha explicou que, embora a genética tenha influência importante sobre o risco cardiovascular, os hábitos adotados ao longo da vida são decisivos para antecipar ou retardar o surgimento dessas doenças.

Segundo ele, a rotina atual favorece fatores que aumentam o risco de infarto, como sedentarismo, alimentação rica em alimentos ultraprocessados, excesso de peso, poucas horas de sono, estresse constante e redução da prática de atividades físicas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O estilo de vida mudou completamente quando comparado às gerações anteriores. Hoje as pessoas trabalham mais tempo sentadas, dormem menos, convivem com altos níveis de estresse e mantêm hábitos que favorecem o desenvolvimento precoce das doenças cardiovasculares”, explicou o cardiologista.

Casos já são registrados em pacientes com pouco mais de 20 anos

De acordo com o médico, os consultórios e hospitais já registram pacientes muito jovens sofrendo infartos, cenário que há alguns anos era considerado incomum.

Ele destacou que, em alguns casos, pessoas com pouco mais de 20 anos já apresentam eventos cardiovasculares graves, demonstrando que a idade, isoladamente, deixou de ser um fator suficiente para afastar esse risco.

O especialista ressalta que, entre os jovens, as complicações podem ser ainda mais graves, justamente porque muitos desconhecem que possuem fatores de risco e acabam demorando para procurar atendimento médico.

A genética influencia, mas não determina o futuro

Outro ponto abordado durante a entrevista foi a influência da herança genética.

Segundo Juliano Rocha, pessoas com histórico familiar de infarto ou outras doenças cardiovasculares devem redobrar os cuidados, já que possuem uma predisposição maior para desenvolver esses problemas.

No entanto, ele enfatiza que a genética não determina, sozinha, o futuro do paciente.

Ao adotar hábitos saudáveis, controlar doenças como hipertensão, diabetes e colesterol elevado, além de manter acompanhamento médico regular, é possível reduzir significativamente os riscos e até retardar por décadas o aparecimento dessas doenças.

Prevenção deve começar antes dos primeiros sintomas

O cardiologista destacou que muitas pessoas procuram atendimento apenas quando surgem dores ou outros sinais de alerta. Porém, a prevenção deve começar muito antes.

Consultas periódicas, controle da pressão arterial, exames preventivos e mudanças no estilo de vida são fundamentais para identificar fatores de risco ainda nas fases iniciais, permitindo intervenções capazes de evitar complicações futuras.

Segundo o especialista, quanto mais cedo ocorre essa avaliação, maiores são as chances de reduzir o risco cardiovascular ao longo da vida.

Hábitos saudáveis continuam sendo a principal proteção

Durante a entrevista ao PN7 em Pauta, Juliano Rocha reforçou que a prevenção continua sendo a ferramenta mais eficiente para combater o aumento dos infartos entre jovens.

Entre as principais recomendações estão:

  • praticar atividade física regularmente;
  • manter alimentação equilibrada;
  • controlar o peso corporal;
  • dormir adequadamente;
  • reduzir o estresse;
  • evitar o cigarro;
  • controlar pressão arterial, colesterol e diabetes;
  • realizar acompanhamento médico periódico, principalmente quando houver histórico familiar de doenças cardiovasculares.

Para o especialista, a combinação dessas medidas pode reduzir significativamente o risco de infarto e melhorar a qualidade de vida ao longo dos anos.

Assista à entrevista completa

A entrevista completa com o médico cardiologista Dr. Juliano Rocha, abordando o aumento dos casos de infarto entre jovens, prevenção, sintomas, primeiros socorros e outros temas relacionados à saúde cardiovascular, está disponível nas plataformas do Portal Panorama, dentro do programa PN7 em Pauta.

Share this content:

Alex Alves

CEO do Portal Panorama e diretor do PodCast #CaféComEla. Formado em Comunicação Institucional, atua na área de jornalismo e mídia digital, sempre buscando informar com credibilidade e dinamismo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.