Etanol e biometano ganham força na corrida por um transporte mais sustentável

O etanol e o biometano estão ampliando sua presença na estratégia brasileira de descarbonização do transporte. O avanço desses combustíveis renováveis demonstra que a transição energética no país deve ocorrer por meio da combinação de diferentes tecnologias, especialmente nos setores mais dependentes dos combustíveis fósseis.
O debate ganhou destaque durante a Fenasucro & Agrocana, um dos principais eventos do setor sucroenergético, que apresentou soluções voltadas ao transporte rodoviário e marítimo. A proposta é reduzir as emissões de gases de efeito estufa sem comprometer a eficiência das operações logísticas.
O Brasil possui uma vantagem competitiva nesse processo. O país conta com uma das matrizes energéticas mais renováveis do mundo e possui uma indústria consolidada na produção de biocombustíveis, especialmente o etanol derivado da cana-de-açúcar.
Biometano avança no transporte pesado
Produzido a partir da purificação do biogás gerado por resíduos agroindustriais, urbanos e do setor pecuário, o biometano está se consolidando como uma alternativa para a substituição do diesel em veículos pesados.
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O transporte rodoviário é um dos principais emissores de gases de efeito estufa no Brasil. Por isso, o crescimento do biometano é visto como uma das estratégias mais eficientes para reduzir o impacto ambiental da atividade.
Os investimentos no setor também estão acelerando. A produção nacional de biometano cresceu 75% entre 2024 e 2025, e o número de plantas autorizadas para operar no país continua aumentando. A expectativa é de uma expansão significativa da capacidade instalada nos próximos anos.
Etanol amplia competitividade
O etanol também fortaleceu sua posição no mercado brasileiro. A ampliação da mistura do combustível na gasolina aumentou sua competitividade e reforçou o papel do biocombustível na redução das emissões do setor de transportes.
Além do uso em veículos leves, o etanol começa a conquistar novos espaços em operações logísticas e em projetos voltados ao transporte de cargas. A estratégia amplia as possibilidades de utilização do combustível e fortalece a cadeia sucroenergética brasileira.
Goiás acompanha transformação do setor
O avanço dos biocombustíveis é acompanhado com atenção em Goiás, um dos principais produtores brasileiros de cana-de-açúcar, etanol e biogás.
No Sudoeste Goiano, municípios como Jataí, Rio Verde e Mineiros acompanham a expansão da bioenergia, que se tornou uma alternativa para agregar valor à produção agrícola e ampliar as oportunidades de negócios no campo.
Especialistas defendem que a descarbonização do transporte no Brasil não dependerá de uma única fonte de energia. A tendência é a convivência entre diferentes tecnologias, incluindo etanol, biometano, eletrificação e hidrogênio.
Nesse cenário, os biocombustíveis produzidos no país surgem como uma das principais ferramentas para reduzir emissões, fortalecer a segurança energética e impulsionar o agronegócio brasileiro
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