Soja começa outubro com pouca liquidez e preços pressionados

Soja começa outubro com pouca liquidez e preços pressionados
Mercado brasileiro de soja começa outubro com baixa liquidez e pressão nas cotações de Chicago.

Soja começa outubro com mercado travado e pressão em Chicago

Baixa liquidez no mercado brasileiro, queda nos futuros em Chicago e dúvidas sobre a demanda limitam uma reação mais consistente dos preços

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O mercado brasileiro de soja começou outubro com pouca movimentação e baixa liquidez. Na quinta-feira (1º), os preços apresentaram oscilações mistas nas principais praças, com quedas em algumas regiões e estabilidade em outras.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o produtor segue afastado das negociações, enquanto os compradores reduziram os valores oferecidos. Com isso, os negócios permanecem lentos.

Chicago pressiona as cotações

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam a quinta-feira em queda.

O mercado foi pressionado principalmente pela expectativa de clima favorável ao avanço da colheita nos Estados Unidos, além do cenário internacional de aversão ao risco e da liquidação de posições por parte dos fundos.

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As dúvidas em relação à demanda também pesaram sobre as cotações, diante da expectativa de redução dos esmagamentos norte-americanos em setembro.

As exportações líquidas de soja dos Estados Unidos referentes à temporada 2026/27 somaram 1,033 milhão de toneladas na semana encerrada em 24 de setembro.

A China foi o principal destino, com compras de 589,4 mil toneladas. O volume ficou dentro das estimativas dos analistas, que variavam entre 500 mil e 1,4 milhão de toneladas.

Apesar da participação chinesa nas compras, o cenário internacional ainda limita uma recuperação mais consistente dos futuros. Também existem preocupações em relação ao ritmo da demanda chinesa, enquanto os estoques nas unidades de esmagamento do país permanecem elevados.

Contratos futuros recuam

O contrato da soja em grão com entrega em novembro de 2026 fechou com baixa de 4,75 centavos de dólar por bushel, ou 0,36%, a US$ 12,88¼ por bushel.

A posição janeiro de 2027 terminou cotada a US$ 13,09 por bushel, recuo de 3,50 centavos, ou 0,26%.

Nos subprodutos, o farelo de soja para dezembro de 2026 fechou em queda de 1%, a US$ 353,30 por tonelada.

O óleo de soja com vencimento em dezembro recuou 1,33%, para 67,38 centavos de dólar por libra-peso.

Dólar ajuda a limitar pressão no Brasil

Enquanto Chicago pressionou as cotações, o dólar comercial subiu 0,98%, encerrando a sessão a R$ 5,2237 para venda e R$ 5,2217 para compra.

Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1697 e R$ 5,2367.

Além da alta do dólar, os prêmios da soja registraram leves altas, ajudando a limitar uma pressão maior sobre os preços no mercado brasileiro.

Mesmo assim, esses fatores não foram suficientes para provocar uma retomada mais forte dos negócios.

Mercado começa outubro com pouca liquidez

O cenário no início de outubro combina baixa liquidez no mercado físico brasileiro, pressão das cotações em Chicago e dúvidas sobre o comportamento da demanda internacional.

De outro lado, o dólar mais valorizado e os prêmios firmes oferecem algum suporte aos preços domésticos.

Por enquanto, o produtor permanece mais retraído nas negociações, enquanto os compradores reduzem os valores oferecidos. O comportamento de Chicago, do câmbio e da demanda internacional deve continuar sendo acompanhado pelo mercado de soja nas próximas sessões.

Davi Martins Farias

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