El Niño pode atrasar período chuvoso em Goiás e acende alerta para eventos extremos
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou nesta terça-feira (2) que há 80% de probabilidade de formação de um novo episódio de El Niño entre os meses de junho e agosto. O fenômeno climático eleva o risco de eventos meteorológicos extremos em diversas regiões do planeta e já acende alerta para possíveis impactos no Brasil, especialmente em estados como Goiás.
Segundo a OMM, a expectativa é de que o fenômeno atinja ao menos intensidade moderada, com mais de 90% de chance de persistir até novembro. O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial, o que altera o comportamento da atmosfera e provoca mudanças significativas nos padrões climáticos globais, como secas prolongadas, chuvas intensas e ondas de calor.
No cenário regional, o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) monitora a evolução do fenômeno e aponta possíveis reflexos diretos no clima do estado. De acordo com análises, caso o aquecimento do Pacífico atinja cerca de 2°C acima da média, o início do período chuvoso pode sofrer atraso de até 20 dias.
Na prática, isso significa que o mês de outubro pode registrar chuvas irregulares ou até ausência de precipitações em várias regiões do sudoeste goiano. A irregularidade preocupa principalmente o setor agropecuário, já que a falta de chuva após o plantio pode comprometer o desenvolvimento das lavouras e impactar a produtividade.
Diante desse cenário, especialistas reforçam a necessidade de planejamento por parte de produtores rurais e gestores públicos, principalmente no uso racional da água e na adaptação às possíveis mudanças climáticas previstas para os próximos meses.
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