Aumento dos casos de leishmaniose em cães acende alerta para zoonose em Goiás

Aumento dos casos de leishmaniose em cães acende alerta para zoonose em Goiás

O aumento dos casos de leishmaniose em cães voltou a colocar em evidência uma das principais zoonoses monitoradas pelas autoridades de saúde em Goiás. Em 2026, Goiânia confirmou 21 casos da doença em animais. Embora todos tenham sido classificados como casos importados, o número reacendeu o debate sobre prevenção e vigilância em todo o estado.

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A preocupação das autoridades vai além da saúde animal. A leishmaniose é considerada uma zoonose, ou seja, uma doença que pode afetar tanto os animais quanto os seres humanos.

Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, os 21 cães diagnosticados neste ano foram infectados fora da capital. Apesar disso, o aumento das notificações levou especialistas a reforçarem a necessidade de ampliar os cuidados com os animais e com os ambientes favoráveis à proliferação do mosquito transmissor.

O que é a leishmaniose?

A leishmaniose é uma doença causada por um parasita transmitido pela picada do mosquito-palha, um inseto encontrado principalmente em ambientes com acúmulo de matéria orgânica, folhas, frutos em decomposição e áreas com pouca limpeza.

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Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a doença não é transmitida diretamente entre cães ou entre pessoas. A transmissão ocorre quando o mosquito pica um animal infectado e, posteriormente, entra em contato com outro animal ou com um ser humano.

Por ser uma zoonose, a doença exige a atuação conjunta dos serviços de saúde humana e de saúde animal.

Casos em humanos também preocupam

Além dos registros em cães, Goiânia também confirmou casos da doença em seres humanos em 2026.

Os números reforçam a importância do monitoramento constante, principalmente porque a leishmaniose pode evoluir para formas mais graves quando o diagnóstico não ocorre precocemente.

A forma visceral da doença pode atingir órgãos como o fígado, o baço e a medula óssea.

Entre os sintomas mais comuns em pessoas estão:

  • Febre prolongada;
  • Cansaço excessivo;
  • Perda de peso;
  • Fraqueza;
  • Anemia;
  • Aumento do abdômen.

Sintomas nos cães podem passar despercebidos

Nos animais, a doença pode se desenvolver lentamente.

Os principais sinais incluem:

  • Emagrecimento;
  • Queda de pelos;
  • Feridas na pele;
  • Crescimento anormal das unhas;
  • Lesões no focinho e ao redor dos olhos;
  • Falta de apetite;
  • Apatia.

Nem todos os cães apresentam os mesmos sintomas, o que torna o acompanhamento veterinário ainda mais importante.

Como prevenir a leishmaniose?

A prevenção continua sendo a principal estratégia para reduzir os riscos da doença.

Especialistas recomendam:

  • Manter quintais limpos;
  • Evitar o acúmulo de folhas e matéria orgânica;
  • Recolher restos de alimentos;
  • Eliminar locais que possam favorecer a presença do mosquito;
  • Buscar orientação veterinária diante de qualquer suspeita.

Alerta também vale para Jataí e o Sudoeste Goiano

Embora os casos divulgados tenham sido registrados em Goiânia, o alerta se estende a todo o estado.

Em municípios do interior, como Jataí, os cuidados devem ser permanentes, principalmente em áreas rurais e em locais com grande quantidade de vegetação e matéria orgânica.

A identificação precoce da doença é fundamental para reduzir os riscos e ampliar as possibilidades de acompanhamento adequado.

Por se tratar de uma zoonose, a leishmaniose exige atenção não apenas dos tutores, mas de toda a população. O aumento dos casos em Goiás reforça a necessidade de ampliar a vigilância e adotar medidas preventivas para proteger animais e seres humanos.

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Gessica Vieira

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