Anvisa manda retirar medicamentos falsificados do mercado e proíbe uso; veja os lotes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de unidades falsificadas de medicamentos identificados no mercado brasileiro. A medida envolve o Phesgo, utilizado no tratamento de determinados casos de câncer de mama, e três lotes da toxina botulínica Dysport 500 U.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e tem aplicação imediata. A agência proibiu o armazenamento, a comercialização, a distribuição, a importação, a exportação e o uso das unidades consideradas irregulares.
Phesgo: lote com unidades falsificadas
No caso do Phesgo, a medida alcança unidades do lote B5011B05, com data de fabricação indicada como junho de 2025.
Segundo a Anvisa, a própria fabricante, Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos, comunicou à agência a identificação de unidades com características diferentes das apresentadas pelo medicamento original. A empresa informou que se tratava de falsificação.
O Phesgo é um medicamento biológico utilizado no tratamento de pacientes com câncer de mama HER2-positivo. Por isso, a Anvisa determinou que as unidades irregulares sejam retiradas de circulação e não sejam utilizadas.
Três lotes de Dysport também foram proibidos
A determinação também envolve o Dysport 500 U, medicamento à base de toxina botulínica tipo A.
A fabricante Beaufour Ipsen Farmacêutica comunicou à Anvisa que não reconhece como originais três lotes encontrados no mercado. São eles:
- P08191, com validade indicada para abril de 2029;
- P08192, com validade indicada para maio de 2029;
- P22368, com validade indicada para fevereiro de 2029.
- Para essas unidades, a agência determinou apreensão e proibiu a venda, a distribuição e o uso.
- O que consumidores e profissionais devem observar
A orientação é verificar cuidadosamente o medicamento antes da utilização, especialmente quando houver dúvida sobre a procedência ou quando o produto corresponder aos lotes relacionados na determinação sanitária.
Medicamentos falsificados não possuem garantia de procedência, composição, qualidade ou segurança, o que pode representar riscos ao paciente.
Quem identificar uma unidade correspondente aos lotes atingidos deve evitar o uso e buscar orientação de um profissional de saúde ou dos canais oficiais de vigilância sanitária para saber como proceder.
A medida faz parte das ações de fiscalização da Anvisa para impedir a circulação de produtos que não atendam aos requisitos de segurança e autenticidade exigidos para medicamentos no país.








