Goiás amplia exportação de miúdos de frango e ganha espaço em mercados da Ásia e África

As exportações de miúdos de frango produzidos em Goiás registraram forte crescimento em julho de 2026. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o valor comercializado aumentou 303,2%, enquanto a quantidade embarcada avançou 131,1%. China, África do Sul e Gana estão entre os mercados que contribuíram para o resultado.
O movimento acompanha a expansão de um fluxo comercial relativamente recente para o estado. As primeiras exportações goianas de miudezas de frango começaram em agosto de 2024 e, desde então, o produto passou a conquistar espaço no mercado internacional.
Nesse segmento estão produtos como fígado, coração e moela, partes que possuem menor demanda em determinados mercados brasileiros, mas que fazem parte dos hábitos alimentares de consumidores de outros países. Segundo dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), características culturais e alimentares dos países compradores ajudam a explicar o aumento da procura.
A China aparece entre os principais destinos desse mercado, ao lado de países africanos como África do Sul e Gana. A ampliação desses compradores contribui para diversificar os destinos da produção avícola goiana e aumentar o aproveitamento comercial das diferentes partes da ave.
Exportações de frango também avançam
O crescimento não se limita aos miúdos. De janeiro a julho de 2026, Goiás exportou 181,9 mil toneladas de carne de frango, movimentando US$ 370,5 milhões.
Na comparação com os sete primeiros meses de 2025, o volume exportado aumentou 18,2%, enquanto a receita obtida com os embarques cresceu 23,3%. Entre os produtos com maior participação estão as coxas com sobrecoxas desossadas e as asas não desossadas.
No período, foram exportadas 33,3 mil toneladas de coxas com sobrecoxas desossadas, alta de 20,8% em relação ao ano anterior. Já os embarques de asas não desossadas chegaram a 15,5 mil toneladas, crescimento de 52,3%.
Os dados indicam que a avicultura goiana mantém trajetória de expansão no comércio exterior, com crescimento tanto nas vendas dos principais cortes quanto na comercialização de produtos que ganharam espaço mais recentemente, como as miudezas.
O desempenho também ocorre em um cenário de aumento da produção nacional. Dados preliminares do IBGE apontam que o Brasil registrou o abate de 3,3 bilhões de frangos no primeiro semestre de 2026, alta de 3,8% frente ao mesmo período de 2025.
Com maior oferta no mercado interno, a ampliação das exportações representa uma alternativa para a comercialização da produção e para o aproveitamento de diferentes produtos da cadeia avícola.








