O Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Jataí passou a investigar se Jaime Araújo, de 54 anos, sofreu uma lesão antes de ser atropelado na madrugada do último domingo (18) ou se o ferimento foi provocado durante o arrastamento do corpo pelo Peugeot 208 envolvido no caso.
Segundo a Polícia Civil, o resultado preliminar da autópsia realizada pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou uma lesão perfurocortante no corpo da vítima. A partir desse dado, os investigadores trabalham com mais de uma hipótese.
Uma delas é a possibilidade de Jaime ter sido ferido por uma terceira pessoa antes do atropelamento, eventualmente com a utilização de algum objeto perfurocortante.
Outra linha considerada é de que a lesão tenha sido provocada durante o próprio acidente. A Polícia Civil avalia se objetos presentes na via ou componentes e partes da lataria do veículo podem ter causado o ferimento enquanto a vítima era arrastada.
O Peugeot 208 branco apontado como envolvido no atropelamento foi localizado e apreendido por equipes da Polícia Civil na tarde de segunda-feira (19). O automóvel foi encaminhado para perícia criminal.
A análise deverá verificar os danos e avarias no veículo e também a possível compatibilidade entre componentes do automóvel e a lesão identificada no corpo da vítima.
Os investigadores também trabalham para reconstruir o percurso feito por Jaime antes de ele permanecer na via, onde posteriormente foi atingido pelo veículo. Imagens de sistemas de videomonitoramento da região fazem parte da apuração.
Motorista prestou depoimento
O motorista do Peugeot 208 se apresentou espontaneamente à Polícia Civil na segunda-feira (19), acompanhado de advogado, e foi interrogado.
Em depoimento, afirmou que não percebeu que havia uma pessoa na via e que acreditou ter passado sobre sacos de lixo ou entulhos.
A Polícia Civil, no entanto, informou que imagens e depoimentos de testemunhas contradizem parte dessa versão. Entre os pontos apurados está a informação de que o motorista teria sido alertado por terceiros de que havia arrastado uma pessoa e, ainda assim, deixado o local. O condutor teria negado essa situação durante o interrogatório.
Investigação trabalha com diferentes hipóteses
A Polícia Civil ainda não definiu a dinâmica completa da morte.
A investigação busca esclarecer se houve uma agressão anterior ao atropelamento que possa configurar homicídio doloso ou se a morte decorreu do atropelamento, com eventual apuração de homicídio culposo, fuga do local e omissão de socorro.
As hipóteses continuam sob investigação e nenhuma delas foi confirmada até o momento.



