Giro do Agro destaca plantio da soja em Jataí e novos mercados para o Brasil
O agronegócio brasileiro acompanha os desafios climáticos da nova safra, a expansão das exportações e as perspectivas para a produção rural. No Giro do Agro, o destaque é o plantio da soja em Jataí, no Sudoeste Goiano, além de novas oportunidades comerciais e indicadores do setor.
Plantio da soja chega a até 90% em Jataí
A safra de soja 2026/2027 já tem entre 85% e 90% da área prevista plantada em Jataí. Os produtores aproveitaram as chuvas registradas no início de outubro para antecipar a semeadura, mas a falta de novas precipitações e as temperaturas elevadas preocupam.
Em entrevista ao Notícias Agrícolas, a produtora rural Lia Katzer relatou que iniciou o plantio em 3 de outubro e concluiu os trabalhos no dia 16. Segundo ela, a última chuva significativa na propriedade ocorreu em 11 de outubro.
Com temperaturas entre 30°C e 35°C, a umidade do solo vem diminuindo, principalmente nas áreas semeadas mais recentemente. Os produtores também enfrentam custos maiores para controlar plantas daninhas resistentes.
Parte da produção já foi negociada antecipadamente, com negócios relatados de até R$ 135 por saca. O plantio antecipado pode favorecer a segunda safra de milho, mas o desenvolvimento das lavouras dependerá do retorno das chuvas nas próximas semanas.
Brasil abre seis novos mercados para o agronegócio
O Brasil ampliou as oportunidades de exportação de produtos agropecuários com a abertura de mercados na Argentina, no Egito, em Marrocos, no Peru, no Quênia e em Singapura.
O anúncio foi feito pelo Ministério da Agricultura em 23 de outubro. A iniciativa busca diversificar os destinos das exportações brasileiras e fortalecer as relações comerciais com países da América Latina, África e Ásia.
A ampliação pode criar novas oportunidades para produtores e empresas do setor. O avanço das vendas, porém, depende das exigências sanitárias de cada país, da demanda dos compradores e da capacidade de fornecimento.
IBGE prepara o Censo Agropecuário 2027
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou os preparativos para o Censo Agropecuário 2027. O levantamento pretende reunir informações sobre os estabelecimentos rurais, o perfil dos produtores e as atividades desenvolvidas no campo.
Entre as ações previstas está a criação de uma ferramenta digital para o cadastro prévio das propriedades rurais.
Os dados deverão contribuir para ampliar o conhecimento sobre a estrutura da agricultura e da pecuária brasileira, além de apoiar estudos e políticas públicas voltadas ao setor. Os produtores devem acompanhar os comunicados oficiais do IBGE sobre os procedimentos e o calendário da pesquisa.
Agro brasileiro deve movimentar R$ 1,44 trilhão em 2026
O agronegócio brasileiro deve movimentar aproximadamente R$ 1,44 trilhão em 2026, conforme estimativa de setembro do Ministério da Agricultura para o Valor Bruto da Produção (VBP).
Desse total, as lavouras respondem por R$ 921,7 bilhões, enquanto a pecuária representa R$ 517,9 bilhões.
Entre os produtos agrícolas, a soja lidera, com valor estimado em R$ 352,7 bilhões. Na sequência aparecem milho, cana-de-açúcar e café. Na pecuária, a carne bovina tem a maior participação, com previsão de R$ 253,4 bilhões.
Regionalmente, o Centro-Oeste lidera o valor da produção, com R$ 431,2 bilhões. Mato Grosso se destaca na região, com mais de R$ 225 bilhões.
O VBP representa o faturamento bruto estimado das principais atividades agrícolas e pecuárias, e não o lucro dos produtores, pois não desconta os custos de produção.
Brasil exporta 600 bovinos leiteiros para Botsuana
O Brasil também ampliou sua presença no mercado internacional de genética bovina com a exportação de 600 animais das raças Gir e Girolando para Botsuana, país localizado na África.
Divulgada pelo Ministério da Agricultura em outubro, a iniciativa busca contribuir para o desenvolvimento da pecuária leiteira local e fortalecer a presença da genética brasileira no exterior.
As raças Gir e Girolando têm destaque na produção de leite no Brasil e são utilizadas em programas de melhoramento genético. O resultado da iniciativa dependerá de fatores como adaptação dos animais, manejo, alimentação e condições sanitárias.
A operação reforça a atuação brasileira no fornecimento de genética e tecnologia para a pecuária internacional.





