Tarifaço dos EUA: Lagosta viva é taxada, mas congelada fica fora; veja lista de pescados afetados e isentos

A nova tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras trouxe uma diferença curiosa para o setor de pescados: enquanto a lagosta viva entrou na lista de produtos taxados, a versão congelada ficou de fora da cobrança adicional.
A medida começou a valer nesta quarta-feira (22) e atinge determinados produtos brasileiros vendidos ao mercado norte-americano. A definição dos itens considera a classificação tarifária e a forma como cada mercadoria é comercializada, o que faz com que produtos da mesma espécie possam ter tratamentos diferentes.
No caso da lagosta, por exemplo, o produto vivo, fresco ou refrigerado passou a sofrer a cobrança adicional, enquanto a lagosta congelada permanece entre os itens isentos da nova tarifa.
Pescados brasileiros que ficaram isentos
Apesar da nova cobrança, grande parte das exportações brasileiras de pescado para os Estados Unidos continua protegida da tarifa adicional.
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Entre os produtos que ficaram fora da sobretaxa estão a tilápia fresca ou refrigerada, tilápia inteira congelada, filé de tilápia fresco, atuns, espadarte, cavalinhas e lagosta congelada.
Segundo informações do setor, os produtos isentos representam uma parcela significativa das vendas brasileiras ao mercado norte-americano, reduzindo parte dos impactos para exportadores.
Quais produtos passaram a pagar tarifa
Entre os itens atingidos pela cobrança estão o filé de tilápia congelado, outros filés congelados de peixes, algumas categorias de carnes de pescado, lagostas vivas, frescas ou refrigeradas, além de determinados produtos derivados de peixe e algas.
A diferença na tributação mostra que o impacto não está ligado apenas à espécie exportada, mas também ao processamento e à apresentação do produto no momento da venda internacional.
Setor acompanha impactos no comércio
O mercado de pescados acompanha os efeitos da nova medida, principalmente para empresas que dependem das exportações aos Estados Unidos.
A avaliação é que a manutenção da isenção para importantes produtos da pauta brasileira reduz parte da pressão sobre o setor, mas segmentos específicos terão que buscar alternativas diante do aumento dos custos para entrada no mercado americano.
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