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Safra recorde de café em 2026 reforça atenção às novas lavouras

O Sul de Minas deve produzir 15,93 milhões de sacas de café arábica em 2026, segundo estimativa da Conab. Com a safra recorde, produtores voltam a atenção para a implantação e renovação dos cafezais que serão responsáveis pela produção dos próximos ciclos.

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A safra de café de 2026 entra para a história com números recordes no Brasil. Ao mesmo tempo em que os produtores encerram a colheita, o foco começa a se voltar para a implantação e renovação das lavouras que vão sustentar os próximos ciclos.

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Segundo o terceiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado em setembro, o Sul e Centro-Oeste de Minas Gerais devem produzir 15,93 milhões de sacas de café arábica em 2026. Em todo o estado, a produção da espécie está estimada em 34,96 milhões de sacas.

No Brasil, a produção total de café deve alcançar 67,6 milhões de sacas beneficiadas em 2026, crescimento de 19,6% em relação ao ano anterior e maior volume da série histórica da Conab.

A produtividade média nacional também avançou, passando de 30,4 para 34,6 sacas por hectare, alta de 13,8%.

Implantação define próximos ciclos

Enquanto a safra atual apresenta resultados positivos, uma etapa estratégica acontece nas propriedades que estão formando ou renovando áreas de café: a implantação do cafezal.

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Diferentemente das culturas anuais, o café permanece na mesma área por vários ciclos produtivos. Por isso, decisões tomadas no início da lavoura podem influenciar seu desenvolvimento ao longo dos anos.

Preparo da área, condições do solo, desenvolvimento das raízes, pegamento e estabelecimento das mudas estão entre os fatores que exigem atenção nessa fase.

Desenvolvimento inicial exige cuidado

O objetivo é criar condições para que as mudas recém-implantadas desenvolvam rapidamente o sistema radicular e consigam aproveitar os recursos disponíveis no solo.

Estresses hídricos, limitações nutricionais e dificuldades no desenvolvimento inicial podem comprometer a uniformidade do cafezal.

A uniformidade é especialmente importante porque diferenças no desenvolvimento das plantas desde os primeiros estágios podem permanecer durante a formação da lavoura.

Entre as estratégias utilizadas nessa fase estão tecnologias voltadas ao desenvolvimento inicial das plantas. O material cita o HYB PLUS, da Hydroplan-EB, utilizado em programas de manejo para implantação do café, associado às demais práticas agronômicas adotadas em cada propriedade.

A recomendação, porém, depende das características de cada área, considerando fatores como tipo de solo, disponibilidade de água, histórico da propriedade, variedade utilizada e condições climáticas.

Safra recorde e planejamento para o futuro

O desempenho de 2026 reforça o potencial da cafeicultura brasileira, especialmente em Minas Gerais.

Mas, enquanto os produtores comemoram a safra recorde, parte da capacidade produtiva dos próximos anos começa a ser construída nas lavouras que estão sendo implantadas agora.

O planejamento e os cuidados adotados desde os primeiros estágios podem influenciar a formação do cafezal e sua capacidade de atravessar os próximos ciclos produtivos.