A presença das mulheres no agronegócio brasileiro vem crescendo e ganhando cada vez mais espaço na gestão das propriedades e dos negócios rurais.
Segundo o estudo Perfil da Mulher do Agronegócio Brasileiro: 10 anos de transformação e avanços, da Serasa Experian, apresentado pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) em outubro de 2026, as mulheres representam 40% dos 10,7 milhões de decisores rurais identificados pelo levantamento.
Os dados também mostram uma evolução na formação profissional das produtoras e gestoras do setor.
Formação qualifica participação feminina
Entre as 311 mulheres entrevistadas na etapa quantitativa da pesquisa, 77% tinham ensino superior completo e 46% possuíam pós-graduação.
Em 2015, esses índices eram de 60% e 24%, respectivamente.
Os números mostram uma evolução significativa na qualificação das mulheres que atuam na gestão e na tomada de decisões dentro do meio rural.
O levantamento também aponta menores taxas de inadimplência entre as produtoras e menor participação feminina nas ocorrências de trabalho escravo e desmatamento examinadas pelo estudo.
Gestão e planejamento
A ampliação da presença feminina também levanta uma discussão sobre as práticas de gestão utilizadas no campo.
Organização, disciplina financeira, capacidade de diálogo e atenção às pessoas são competências apontadas como importantes para a condução dos negócios rurais.
A troca de experiências entre homens e mulheres pode contribuir para decisões mais preparadas, equipes mais integradas e melhores resultados na atividade agropecuária.
Mais espaço na liderança
Além do reconhecimento da participação feminina, o desafio passa por transformar essa presença em oportunidades concretas de liderança.
A participação das mulheres na administração das propriedades, na sucessão familiar e em espaços de decisão pode contribuir para a continuidade dos negócios rurais.
O acesso à capacitação e a valorização do trabalho realizado diariamente pelas mulheres também aparecem como pontos importantes para o desenvolvimento do setor.
O avanço da participação feminina mostra que o protagonismo das mulheres já faz parte da transformação do agronegócio brasileiro e contribui para uma gestão cada vez mais preparada, colaborativa e comprometida com o futuro das propriedades.




