A chuva deve ganhar espaço pelo Brasil ao longo da segunda quinzena de outubro, com avanço gradual dos sistemas para áreas que ainda enfrentam períodos de tempo mais seco.
A tendência é de aumento da frequência das precipitações no Centro-Oeste e, na sequência, expansão para partes do Matopiba, incluindo Tocantins, Maranhão, Piauí e Bahia.
Segundo o meteorologista Alexandre Nascimento, da Nottus, a mudança no padrão está relacionada à atuação de novos sistemas frontais.
Um primeiro sistema deve permanecer mais concentrado sobre o centro-sul do país, enquanto uma segunda frente fria terá maior capacidade de avançar para áreas mais ao norte.
A expectativa é de que esse avanço aumente a frequência das chuvas sobre o Centro-Oeste e leve mais umidade para áreas do Matopiba.
Chuva mais frequente será importante para o campo
Apesar da tendência de aumento das precipitações, o simples crescimento do volume de chuva não significa uma regularização imediata do regime hídrico.
Algumas áreas do Centro-Oeste e do Matopiba podem passar a registrar chuvas com maior frequência nas próximas semanas. Ainda assim, a distribuição não deve ser uniforme, e determinadas regiões podem precisar esperar mais para que o padrão se torne efetivamente consistente.
Para o setor agrícola, o comportamento das precipitações será importante para o planejamento das atividades e para o desenvolvimento das lavouras.
Outubro terá alternância entre calor e chuva
O cenário para as próximas semanas deve ser marcado pela alternância entre períodos de calor intenso e avanço de sistemas de chuva.
Inicialmente, as precipitações devem ficar mais concentradas no centro-sul. Depois, novos sistemas podem avançar para o Sudeste, Centro-Oeste e partes do Norte e Nordeste.
Mesmo com a passagem das frentes frias, o calor deve continuar predominando em boa parte do Brasil.
Quando um sistema consegue avançar para áreas mais ao norte, as temperaturas tendem a cair temporariamente. Depois da passagem da frente, porém, o calor volta a ganhar força.
El Niño influencia o padrão de chuva
Outro fator que continua influenciando o cenário é o El Niño, que segue ganhando força e atua em conjunto com outras condições da atmosfera e dos oceanos.
De acordo com o meteorologista Alexandre Nascimento, o fenômeno não deve ser analisado apenas pelos efeitos registrados no Sul do país.
A influência do El Niño, combinada a outras variáveis, também pode contribuir para mudanças no comportamento das chuvas em áreas do Sudeste e de parte do Centro-Oeste.
Por isso, o cenário climático das próximas semanas deve continuar sendo acompanhado de perto, especialmente em regiões onde a regularidade das chuvas é importante para as atividades agrícolas.




