Resistência da ferrugem asiática exige nova estratégia no manejo da soja

Resistência da ferrugem asiática exige nova estratégia no manejo da soja

A ferrugem asiática, considerada a principal doença da soja no Brasil, está impondo novos desafios aos produtores rurais. O avanço da resistência do fungo aos fungicidas tem levado especialistas a recomendar estratégias mais precisas de monitoramento e manejo para reduzir perdas de produtividade.

Durante o período de vazio sanitário, quando é proibida a presença de plantas vivas de soja em grande parte das regiões produtoras, novas tecnologias vêm ganhando espaço. Ferramentas de diagnóstico molecular permitem identificar a presença do fungo antes mesmo do aparecimento dos primeiros sintomas, oferecendo informações que auxiliam na definição das estratégias para a safra seguinte.

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Outra novidade é o uso de análises por PCR em tempo real, capazes de detectar diferentes populações do fungo responsável pela ferrugem asiática. Com isso, técnicos e produtores conseguem avaliar a presença de variantes resistentes aos principais grupos de fungicidas e planejar aplicações mais eficientes.

Especialistas destacam que o controle da doença depende da combinação de diferentes práticas, como o cumprimento do vazio sanitário, monitoramento constante das lavouras, rotação de mecanismos de ação dos fungicidas e adoção de tecnologias que permitam decisões mais rápidas e assertivas.

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Para estados com forte produção de soja, como Goiás, Mato Grosso e Paraná, o uso dessas ferramentas pode contribuir para reduzir perdas e aumentar a eficiência no manejo fitossanitário. A expectativa do setor é que a inovação ajude os produtores a enfrentar a evolução da resistência do fungo e preservar a produtividade das próximas safras.

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Gessica Vieira

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