Senangus: nova raça aposta em carne premium e adaptação ao clima brasileiro

Senangus: nova raça aposta em carne premium e adaptação ao clima brasileiro

Uma nova genética começa a ganhar espaço na pecuária de corte brasileira com a proposta de unir produtividade, adaptação ao clima tropical e carne de alto padrão. Batizada de Senangus, a raça resulta do cruzamento entre Senepol e Angus e surge como alternativa para produtores que buscam agregar valor à produção sem abrir mão da eficiência no campo.

A proposta combina características consideradas estratégicas para a realidade da pecuária nacional. Do Senepol, a nova raça herda rusticidade, fertilidade, habilidade materna e resistência ao calor. Já do Angus vêm atributos ligados ao marmoreio, à maciez da carne, ao acabamento de carcaça e à precocidade produtiva, características valorizadas pelos mercados de carne premium.

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O projeto teve início em 2019 e ganhou força com o avanço das biotecnologias reprodutivas. Os primeiros resultados apontaram animais com bom desempenho em sistemas exclusivamente a pasto, além de elevado potencial produtivo. Em avaliações iniciais, bezerros da nova genética apresentaram desempenho superior ao de animais Nelore na fase de desmama, reforçando o interesse de pecuaristas pela raça.

Outro diferencial está na possibilidade de adaptar a genética a diferentes sistemas de produção. Há linhagens com maior participação de Angus, voltadas para programas de carne premium, e outras com predominância de Senepol, indicadas para regiões de clima mais quente, onde a rusticidade é um fator determinante para o desempenho do rebanho.

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A expectativa é que a nova raça amplie sua presença nos próximos anos, acompanhando o crescimento da demanda por carne de maior qualidade e por animais capazes de manter elevados índices produtivos nas condições climáticas brasileiras. Para estados de forte vocação pecuária, como Goiás, a inovação genética pode representar mais uma ferramenta para elevar a competitividade da bovinocultura de corte e ampliar oportunidades nos mercados interno e externo.

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Gessica Vieira

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