Rastreabilidade do gado: Pecuaristas terão de se adaptar a nova exigência

Rastreabilidade do gado: Pecuaristas terão de se adaptar a nova exigência

A pecuária brasileira está entrando em uma nova fase de controle e identificação dos animais. A rastreabilidade do gado deverá ganhar espaço nas propriedades rurais e exigir maior organização dos pecuaristas.

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A mudança está relacionada ao Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para ampliar o acompanhamento dos animais ao longo da cadeia produtiva.

Na prática, a proposta é permitir que cada bovino ou búfalo tenha sua trajetória registrada de forma individual. O sistema poderá reunir informações desde a origem do animal até sua movimentação e chegada ao abate.

O que muda para o produtor?

A principal mudança está na ampliação do controle individual do rebanho.

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Informações como identificação, origem e movimentação dos animais deverão ter cada vez mais importância dentro da atividade pecuária.

Atualmente, o Brasil já utiliza mecanismos de rastreabilidade, como o SISBOV, principalmente em propriedades e cadeias que atendem mercados com exigências específicas.

Com a implantação gradual do novo sistema, porém, a identificação individual tende a alcançar uma parcela cada vez maior do rebanho nacional.

Implantação será gradual

A adoção da rastreabilidade não acontecerá de uma única vez.

O planejamento prevê uma implementação progressiva, com adaptação dos sistemas estaduais e integração das informações entre diferentes bases de dados.

A previsão é que etapas de identificação individual avancem ao longo dos próximos anos, até chegar à identificação de todos os bovinos e búfalos antes da primeira movimentação, conforme o cronograma estabelecido para o PNIB.

Por isso, apesar de ainda existir prazo para adequação, a recomendação é que os produtores comecem a se preparar.

Controle do rebanho ganha importância

A nova realidade deverá aumentar a necessidade de registros precisos dentro das propriedades.

Nascimento, identificação, movimentação e demais informações relacionadas aos animais deverão ser acompanhados com maior atenção.

Para o pecuarista, isso significa incorporar novos procedimentos à rotina de manejo.

A tecnologia também deverá ter papel importante nesse processo. Sistemas de gestão, identificação eletrônica e ferramentas digitais podem facilitar o armazenamento e a atualização das informações do rebanho.

Exigências do mercado internacional

A discussão sobre rastreabilidade também está relacionada ao comércio internacional de carne bovina.

Os principais mercados compradores têm ampliado a atenção sobre a origem dos produtos e os mecanismos utilizados para comprovar a trajetória dos animais.

Para o Brasil, que possui um dos maiores rebanhos bovinos do mundo e é um dos principais fornecedores de carne para o mercado internacional, a capacidade de demonstrar a origem e o histórico dos animais ganha importância comercial e sanitária.

A rastreabilidade também pode contribuir para ações de controle sanitário. Com informações mais precisas, autoridades e produtores podem identificar com maior rapidez a origem e a movimentação de animais em situações que envolvam doenças ou outras ocorrências sanitárias.

Pecuarista deve começar a se preparar

A mudança não significa apenas uma nova obrigação burocrática. O processo também pode representar uma oportunidade para melhorar a gestão das propriedades.

Manter cadastros atualizados, organizar documentos, acompanhar as movimentações e conhecer as ferramentas disponíveis são medidas que podem facilitar a adaptação às novas regras.

Para quem trabalha com pecuária no Sudoeste Goiano, região de forte presença da atividade, acompanhar essas mudanças será importante para evitar dificuldades futuras na comercialização e na adequação às exigências da cadeia produtiva.

A rastreabilidade individual ainda será implantada de forma gradual. Mas o avanço do sistema mostra uma tendência clara: o controle sobre a origem e a trajetória de cada animal será cada vez mais importante para a pecuária brasileira.

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Gessica Vieira

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