Custos da nova safra entram no radar do produtor com fertilizantes sob pressão

Custos da nova safra entram no radar do produtor com fertilizantes sob pressão
Planejamento dos custos ganha importância antes do início da nova safra.

A proximidade da safra 2026/27 coloca novamente os custos de produção entre os principais pontos de atenção do produtor de grãos. Em Goiás, onde o plantio da soja poderá começar a partir de 25 de setembro, a decisão sobre insumos, produtividade esperada e comercialização ganha ainda mais importância diante de um mercado marcado pela volatilidade.

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Nesta quarta-feira (9), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) encerra a etapa Centro-Oeste do Circuito de Resultados do Projeto Campo Futuro 2026, com um encontro dedicado às cadeias de cereais, fibras e oleaginosas.

O trabalho reúne informações sobre custos de produção, desempenho das atividades e tendências de mercado, oferecendo parâmetros para que produtores possam avaliar a situação econômica de suas propriedades.

Fertilizantes continuam no centro das preocupações

Entre os componentes que merecem atenção estão os fertilizantes.

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Levantamento divulgado pela CNA em agosto apontou um ambiente de volatilidade dos preços, piora das relações de troca e incerteza no mercado internacional.

As tensões no Oriente Médio voltaram a pressionar principalmente os fertilizantes nitrogenados. Ao mesmo tempo, o aumento da demanda brasileira no segundo semestre estreitou a janela de compras, deixando o produtor exposto a preços firmes e possibilidade de novas altas.

O Brasil possui elevada dependência do mercado externo para o fornecimento de fertilizantes, o que torna fatores como câmbio, logística internacional e conflitos geopolíticos relevantes para o custo dentro da propriedade.

Produtividade será decisiva para a margem

O custo isoladamente, porém, não determina o resultado da safra.

Para culturas como soja e milho, o produtor precisa considerar quanto será necessário investir por hectare e, principalmente, quantas sacas serão necessárias para pagar esse investimento.

É justamente nesse ponto que produtividade e preço de comercialização passam a determinar a margem.

O Campo Futuro trabalha com levantamentos realizados em propriedades consideradas representativas das diferentes regiões produtoras. A iniciativa envolve produtores de mais de 410 municípios brasileiros e utiliza dados técnicos e econômicos para auxiliar na tomada de decisões.

O projeto é desenvolvido pela CNA e pelo Senar em parceria com universidades e centros de pesquisa.

Goiás se aproxima do início do plantio

A discussão ocorre em um momento estratégico para o Sudoeste Goiano.

O vazio sanitário da soja em Goiás permanece até 24 de setembro. A partir do dia 25, o calendário permite o início da semeadura da safra 2026/27.

Na prática, entretanto, a entrada das máquinas nas lavouras dependerá também da regularização das chuvas e da existência de umidade suficiente no solo.

Para o produtor, portanto, a nova safra começa antes do plantio. Compra de fertilizantes e defensivos, sementes, operações mecanizadas, financiamento, armazenagem e estratégia de comercialização fazem parte de uma conta que precisa fechar antes mesmo de a primeira semente chegar ao solo.

Com margens mais apertadas, gestão de custos e produtividade tendem a ter peso ainda maior na rentabilidade da safra 2026/27.

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Isabelle Sousa de Assis

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