Mulher queimada em março por bronzeamento relata angústia

Mulher queimada em março por bronzeamento relata angústia

18 de novembro de 2014 1 Por Alex Alves

Para ter a pele dourada, a dona de casa Miriam Ferreira, de 33 anos, passava por sessões de bronzeamento artificial há mais de um ano quando sofreu queimaduras de 2º grau em 70% do corpo. O caso aconteceu em Jataí, em 2 de março deste ano. Ela ficou internada por 12 dias, 4 deles na unidade de terapia intensiva (UTI), e, 8 meses depois, ela ainda sofre com sequelas da exposição ao sol com um produto desconhecido, supostamente óleo de coco e canela.

Não dá para sair no sol. Tenho de usar uma roupa especial, que tampa o corpo durante o dia. Mesmo dentro de casa, quando está muito quente minha pele começa a arder e a ficar vermelha, parecendo que peguei insolação”, relata. Miriam diz que precisa usar protetor solar até à noite, por conta da luz das lâmpadas.

As sessões de bronzeamento eram realizadas no quintal de um salão de beleza, por uma esteticista. Depois da experiência dolorosa, Miriam diz que passou a alertar as amigas. “Agora, eu sempre falo para tomar cuidado com procedimentos de beleza.

Ao todo, dez mulheres apresentaram algum tipo de queimadura depois do bronzeamento com óleo de coco em Jataí. Apenas oito formalizaram a denúncia e a dona do salão está respondendo por lesão corporal dolosa. A polícia entendeu que ela não tinha os conhecimentos necessários para exercer uma profissão, mas mesmo assim o fez, assumindo os riscos.

Miriam preferiu não formalizar a denúncia, porque conhece a dona do salão há algum tempo. Depois do problema, ela diz não ter mantido mais contato com a responsável pelo procedimento. “Ainda estou magoada com o que ela fez, mas não pretendo processá-la não.

Benedito Braga