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Homem é preso suspeito de matar gato da vizinha com armadilha em Goiânia

Animal ficou preso em uma estrutura de arame instalada no muro entre os imóveis e morreu enforcado; perícia recolheu o corpo.

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Um homem de 63 anos foi preso em flagrante, em Goiânia, suspeito de matar o gato de estimação da vizinha após instalar uma armadilha de arame no muro que separava os dois imóveis.

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O caso aconteceu na quinta-feira (20) e foi atendido por equipes do Grupo de Proteção Animal (GPA/1ª DRP). Segundo as informações da ocorrência, o animal ficou preso na estrutura e morreu enforcado.

De acordo com a investigação, o suspeito teria colocado a armadilha com a intenção de capturar o gato. Após a morte do animal, ele teria retirado tanto o corpo quanto a estrutura do muro.

Ainda conforme os investigadores, o próprio homem teria contado à tutora que havia instalado o mecanismo. Como justificativa, afirmou que o gato estaria atacando aves que eram criadas por ele.

Polícia encontrou vestígios no muro

Após receber a denúncia, uma equipe do GPA foi até o endereço para verificar a situação. Durante a vistoria, os agentes encontraram vestígios que poderiam estar relacionados à armadilha.

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Entre os materiais localizados estavam pelos do gato e um prego que teria sido utilizado para fixar a estrutura no muro divisório.

A perícia do IML-VET também foi acionada. Durante as buscas, o corpo do animal foi encontrado e recolhido para a realização de exame necroscópico.

A análise deverá contribuir para esclarecer as circunstâncias da morte e auxiliar na investigação do caso.

Suspeito foi preso em flagrante

O homem foi novamente questionado pelos policiais e, segundo o Grupo de Proteção Animal, confirmou ter instalado a armadilha.

Diante dos elementos reunidos durante a ocorrência, ele recebeu voz de prisão em flagrante por maus-tratos contra animal.

O caso possui agravantes previstos na legislação por envolver um animal doméstico e ter resultado em morte. Segundo as autoridades citadas na ocorrência, a pena pode chegar a seis anos e oito meses de reclusão.

A investigação deverá reunir os elementos encontrados no local, o resultado da perícia e os demais depoimentos para esclarecer completamente o episódio.