VÍDEO | Giro do Agro exportações, carne, avicultura e tilápia estão em destaque

VÍDEO | Giro do Agro exportações, carne, avicultura e tilápia estão em destaque

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Giro do Agro: exportações, carne, avicultura e tilápia estão em destaque

O agronegócio brasileiro começa a semana com movimentações importantes no comércio internacional, na produção de carnes e na avicultura. Entre os destaques estão o avanço das exportações para os países árabes, um novo protocolo entre Brasil e China, impactos no setor de carne bovina dos Estados Unidos, recorde na avicultura de Goiás e uma proposta para limitar a importação de filés de tilápia.

Exportações do agro aos países árabes chegam a quase US$ 10 bilhões

As exportações do agronegócio brasileiro para 22 países árabes movimentaram quase US$ 10 bilhões entre janeiro e agosto de 2026. O resultado representa crescimento de 6,81% em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre os principais produtos comercializados estão carnes, açúcar, cereais e itens do complexo soja. A carne bovina foi um dos destaques, com aumento superior a 20% nas exportações. A Arábia Saudita também ampliou as compras de proteína brasileira.

O desempenho ocorre em meio a mudanças nas relações comerciais e na logística internacional. O setor vem adaptando rotas para manter o fluxo de produtos destinados aos mercados da região.

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Brasil amplia possibilidades de exportação de miúdos suínos para a China

Brasil e China assinaram um novo protocolo sanitário que amplia a lista de produtos autorizados para exportação e abre espaço para o envio de mais miúdos suínos ao mercado chinês.

A expectativa do setor é que mais de 100 mil toneladas por ano possam ser destinadas à China, com potencial de gerar mais de US$ 100 milhões em receitas anuais.

A medida também aumenta as possibilidades de aproveitamento econômico de diferentes partes dos animais abatidos no Brasil e amplia os canais de comercialização da suinocultura nacional.

Fiscalização migratória afeta frigoríficos no Kansas

Nos Estados Unidos, operações de fiscalização migratória do ICE estão afetando frigoríficos no sudoeste do Kansas, uma das principais regiões de processamento de carne bovina do país.

Segundo entidades do setor, as ações provocaram falta de trabalhadores e atrasos no transporte de milhares de bovinos para os frigoríficos. Dados do USDA apontaram queda de aproximadamente 16% no ritmo de abates na quinta-feira, dia 24, em comparação com a mesma data da semana anterior. Na quarta-feira, a redução foi de cerca de 9%.

Os atrasos ocorrem em um mercado que já enfrenta oferta limitada de gado. Entidades do setor relatam perdas financeiras e aumento de custos, enquanto acompanham possíveis impactos sobre a disponibilidade e os preços da carne bovina nos Estados Unidos.

Goiás registra recorde no abate de frangos

A avicultura de Goiás começou 2026 com resultado recorde. Entre janeiro e março, o estado registrou o abate de 135,7 milhões de frangos, o maior volume para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 1997.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, houve crescimento de 7,1%. O avanço também ficou acima do registrado no Brasil, onde o abate de frangos cresceu 3,6% no mesmo período.

A produção de ovos também apresentou números elevados. Goiás produziu 65,4 milhões de dúzias no primeiro trimestre, reforçando a participação da avicultura na pecuária e no agronegócio estadual.

Setor pede cota para importação de filé de tilápia

Associações ligadas à piscicultura brasileira pediram ao governo federal a criação de uma cota anual para a importação de filés de tilápia. A proposta estabelece um limite de 16,2 mil toneladas por ano.

O pedido ocorre em meio ao aumento da entrada de pescado estrangeiro no mercado brasileiro, principalmente vindo do Vietnã. Segundo os dados apresentados pelo setor, o Brasil importou cerca de 8 mil toneladas de filés de tilápia vietnamitas no primeiro semestre de 2026, em operações que movimentaram aproximadamente US$ 33 milhões.

As entidades também defendem maior fiscalização sobre o pescado importado, com atenção para critérios de qualidade e condições sanitárias. A proposta ainda está em discussão e poderá envolver diferentes áreas do governo responsáveis pelo comércio exterior.

Davi Martins Farias

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