Falta d’água e demora no atendimento passam a pesar na avaliação do saneamento em Goiás

A frequência e o tempo em que consumidores ficam sem água, a demora no atendimento e até o número de reclamações passam a ter peso na avaliação dos serviços de saneamento básico em Goiás.
Uma resolução conjunta da Agência Goiana de Regulação (AGR) e da Agência de Regulação de Goiânia (AR), publicada na quinta-feira (20), estabeleceu novos indicadores para acompanhar a qualidade dos serviços prestados nos municípios abrangidos pela Microrregião de Saneamento Básico Centro.
A mudança amplia o acompanhamento sobre diferentes etapas da prestação dos serviços, incluindo abastecimento de água, esgotamento sanitário e relacionamento com os consumidores.
Entre os pontos que passam a integrar a avaliação estão a frequência e a duração das interrupções no fornecimento de água, fatores que afetam diretamente a população quando ocorrem problemas no sistema de abastecimento.
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Falta d’água entra nos indicadores
Pelas novas regras, as interrupções no abastecimento passam a ser acompanhadas por indicadores que consideram tanto a frequência quanto a duração dos episódios.
A avaliação também envolve perdas de água na rede, qualidade da água distribuída, qualidade do tratamento de esgoto e expansão das redes de abastecimento e esgotamento sanitário.
Outro aspecto previsto é a eficiência energética da operação dos sistemas.
Com isso, a fiscalização passa a considerar um conjunto mais amplo de informações para medir a qualidade e a eficiência dos serviços prestados à população.
Atendimento ao consumidor também será avaliado
A resolução não se limita à operação das redes.
O relacionamento das empresas com os consumidores também passa a fazer parte dos critérios de avaliação.
Entre os indicadores estão o tempo de espera para atendimento, a duração do atendimento, o número de usuários que desistem de esperar, as reclamações registradas e o cumprimento das ordens de serviço.
Quando houver pesquisas disponíveis, a satisfação dos consumidores também poderá integrar a avaliação.
Na prática, a nova metodologia permite que problemas enfrentados pelo usuário fora da rede física de abastecimento também sejam considerados pelos órgãos reguladores.
Metas poderão variar entre municípios
As metas não precisam ser necessariamente iguais em todas as localidades.
A resolução estabelece a possibilidade de objetivos individualizados e progressivos, levando em consideração as características dos serviços e dos municípios abrangidos.
Os prestadores terão prazo de até 90 dias para fornecer informações que já estejam disponíveis em seus sistemas.
Nos casos em que forem necessárias adaptações de sistemas, desenvolvimento de metodologias ou outras mudanças para produzir os dados exigidos, o prazo poderá chegar a 180 dias.
Dados inconsistentes podem levar à fiscalização
A qualidade das informações apresentadas também será considerada.
Dados ausentes, incompletos ou inconsistentes poderão resultar em avaliação insatisfatória e provocar ações de fiscalização pelos órgãos reguladores.
Dependendo da situação identificada, também poderão ser adotadas medidas administrativas e aplicadas penalidades previstas na regulamentação.
A intenção é permitir um acompanhamento mais detalhado da prestação dos serviços e criar parâmetros objetivos para identificar problemas operacionais e de atendimento.
Saneago prepara adequações
Responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em diversos municípios goianos, a Saneago informou que está preparando um cronograma interno para atender às novas exigências dentro dos prazos estabelecidos.
A companhia também informou que parte dos indicadores previstos na resolução já é acompanhada atualmente.
Com a nova regulamentação, essas informações passam a integrar uma metodologia mais ampla de avaliação dos serviços de saneamento.
A resolução já está em vigor.
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