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Medidas protetivas agora podem chegar ao RH

Tema 1.412 reforça proteção contra violência de gênero e exige cautela das empresas diante de denúncias e medidas protetivas

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🚨 O STF acaba de colocar um novo problema na mesa do RH.

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Com o Tema 1.412, medidas protetivas da Lei Maria da Penha passam a alcançar situações de violência contra a mulher baseada no gênero mesmo fora das relações domésticas, familiares ou afetivas.

Isso significa que a questão pode chegar diretamente ao ambiente de trabalho, envolvendo colegas, superiores hierárquicos, gestores e até terceiros, como clientes, fornecedores e prestadores de serviços.

📌 E aqui começa a parte que muita gente vai preferir ignorar: denúncia não é prova. Medida protetiva não é condenação. E nenhuma delas transforma automaticamente o denunciado em autor de falta grave trabalhista.

A empresa deverá cumprir a ordem judicial e proteger a vítima. Isso é inegociável.

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Mas concluir que o empregado denunciado deve ser imediatamente dispensado, muito menos por justa causa, é um salto jurídico perigoso.

🎯 O RH ficará diante de uma equação delicada: proteger sem condenar, separar sem punir e cumprir a decisão judicial sem criar efeitos que ela não determinou.

Transferir a vítima pode significar impor a ela o ônus da proteção.

Afastar o denunciado também exige cautela, inclusive porque surge uma questão prática: qual será a natureza desse afastamento e quem suportará sua remuneração?

Dispensá-lo por justa causa apenas porque existe uma acusação pode criar outro passivo se a falta grave não estiver devidamente comprovada.

🧨 E manter todos trabalhando juntos, apesar de uma proibição de aproximação ou contato, evidentemente não será opção.

É por isso que a empresa não pode começar a pensar no procedimento quando a medida protetiva chegar.

📍 Canal de denúncias efetivo, protocolo de resposta, preservação de provas, investigação interna independente, confidencialidade e documentação das decisões terão importância ainda maior.

💣 A empresa despreparada poderá falhar nos dois lados: não proteger adequadamente a vítima e, tentando corrigir o problema, violar os direitos do denunciado.

Agir rápido será necessário. Agir sem investigar poderá sair tão caro quanto não agir.

📌 STF, ARE n. 1.537.713, Tema 1.412 da repercussão geral.