Saúde e Bem Estar

Cuidados que você deve ter com as pintas no corpo

Desde a descoberta do câncer de pele, as pintas passaram a ser condenadas. Entretanto, atualmente o mais importante é fazer uma análise periódica que permite diferenciar aquelas perigosas das inofensivas e para alguns, até charmosas...

Publicado: 5/12/2014 – Revisado: 27/12/2018

Desde a descoberta do câncer de pele, as pintas passaram a ser condenadas. Entretanto, atualmente o mais importante é fazer uma análise periódica que permite diferenciar aquelas perigosas das inofensivas e para alguns, até charmosas.

As pintas ou nevos, seu nome científico, são pequenas formações planas ou em relevo, lisas ou rugosas na pele. A cor da grande maioria delas é em tons de castanho e são compostas por células névicas, que não possuem nenhuma outra função além de formar estas lesões. O aparecimento das pintas é determinado pela predisposição genética e pelo excesso de exposição solar, ou seja, quanto mais sol uma pessoa tomar, maiores são os riscos do aparecimento das mesmas.

Porém nem todas são perigosas. Algumas causam apenas danos estéticos, não oferecendo risco de transformação maligna. O que as pessoas devem se preocupar são com aquelas que surgem em locais discretos e escondidos, que não são expostos habitualmente ao sol.

Vale lembrar também que pintas e sardas não são a mesma coisa, já que as últimas são sempre planas e com coloração castanho-claro, decorrentes do aumento da produção de melanina. Para quem possui tendência hereditária para as sardas, o principal fator desencadeante é a exposição à luz solar. Outro fato é que morenos e negros, apesar de serem menos sensíveis aos raios ultravioletas, diferente de pessoas ruivas e loiras, eles não são imunes e por isso, também devem evitar o excesso de exposição ao sol em horas de pico e sempre se protegerem.

De acordo com estudos de dermatologistas, pessoas que têm mais pintas são mais vulneráveis aos tumores de pele, inclusive o tipo mais grave que é o melanona. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, o câncer de pele corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no país e a faixa etária de maior incidência concentra-se entre 30 e 40 anos. Vale ressaltar que os carcinomas basocelular e espinocelular, formas menos severas de câncer de pele, não possuem relação com pintas no corpo.

O que se deve olhar em relação às pintas é se sofreram alteração na pigmentação, ou seja, se era castanha e ficou com as bordas pretas, adquiriu tripla coloração ou a cor se tornou irregular. Além disso, aquelas com mais de 6 milímetros de diâmetro também inspiram cuidados, já que são mais propensas ao desenvolvimento de melanona, assim como se surgirem em regiões menos expostas ao sol como embaixo do braço, dedos dos pés, palma das mãos e nos genitais. Também, aquelas pintas localizadas em áreas sujeitas a atrito como planta dos pés, embaixo do braço e sob o elástico do sutiã, recomenda-se a retirada, já que a agressão contínua poderá favorecer o aparecimento de uma lesão maligna. Nestes casos, o correto é procurar rapidamente um dermatologista.

Rosana de Carvalho
Jornalismo Portal Panorama