Caminhoneiro é condenado a mais de 10 anos por transporte de cocaína avaliada em R$ 37 milhões

A Justiça Federal condenou um caminhoneiro a 10 anos e 10 meses de prisão em regime inicial fechado por transporte de drogas e uso de lacres adulterados em Goiás. O caso teve forte repercussão na região sudoeste do estado, especialmente por envolver uma das maiores apreensões recentes registradas em rodovias que cortam a região.
A decisão foi proferida pela Vara Federal da Subseção Judiciária de Jataí, que também determinou a manutenção da prisão preventiva do réu.
De acordo com denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o motorista foi abordado no dia 2 de dezembro de 2025, durante uma operação conjunta entre a Polícia Federal (PF) e a Polícia Militar de Goiás (PM). A fiscalização ocorreu na BR-364, no trecho que cruza com a MT-100, em Santa Rita do Araguaia, na divisa entre Goiás e Mato Grosso.
Durante a abordagem, os agentes localizaram 529,4 quilos de cloridrato de cocaína escondidos no compartimento frigorífico do caminhão, que transportava uma carga de carne bovina. A droga estava embalada em sacos pretos e, à época, foi avaliada em aproximadamente R$ 37 milhões.
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As investigações apontaram que o caminhão havia saído de Boca do Acre, no Amazonas, com destino a Santana de Parnaíba, em São Paulo, indicando possível rota interestadual com características de tráfico transnacional.
Além do transporte da droga, os policiais identificaram irregularidades nos lacres do Serviço de Inspeção Federal (SIF). Segundo a apuração, havia divergência entre os números informados na documentação da carga e os lacres instalados no veículo. Também foram encontrados lacres rompidos dentro da cabine do caminhão.
Pelo crime de tráfico transnacional de drogas, a pena foi fixada em 8 anos e 4 meses de reclusão. Já pela falsificação ou adulteração de selo público, a condenação foi de 2 anos e 6 meses. Somadas, as penas totalizam 10 anos e 10 meses de prisão, além do pagamento de 915 dias-multa.
O caso reforça a atuação integrada das forças de segurança no combate ao tráfico de drogas na região Centro-Oeste e evidencia o uso de cargas lícitas como estratégia para ocultação de entorpecentes em rotas logísticas importantes que passam por Goiás.
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