Conab estima produção de 361,7 milhões de toneladas

Conab estima produção de 361,7 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26
A produção brasileira de grãos na safra 2025/26 deve alcançar 361,7 milhões de toneladas, segundo o 12º Levantamento do Boletim da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira (15).
O volume representa alta de 2,6% em relação à temporada 2024/25 e crescimento de 0,3% na comparação com a estimativa apresentada em agosto. A revisão considera, principalmente, o avanço da colheita do milho segunda safra, que apresenta produtividades acima do previsto.
A área plantada também cresceu. De acordo com a Conab, o país deve utilizar *83,5 milhões de hectares na safra 2025/26, aumento de 1,7% em relação ao ciclo anterior.
Soja tem produção recorde
Entre as principais culturas, a soja apresenta uma das maiores projeções. A produção deve chegar a 180,4 milhões de toneladas, o maior volume registrado na série histórica de acompanhamento da Conab.
O resultado representa crescimento de 5,2% sobre a safra anterior. A área plantada aumentou 2,7%, enquanto a produtividade avançou 2,5%.
As exportações também devem atingir recorde, com previsão de embarques de 116,2 milhões de toneladas.
Milho também registra crescimento
A produção total de milho está estimada em 144 milhões de toneladas, alta de 2% em relação à temporada anterior.
A primeira safra deve apresentar produtividade recorde de 7.191 quilos por hectare, crescimento de 8,8%. Já a segunda safra deve alcançar 112,1 milhões de toneladas, ficando 1% abaixo do recorde anterior.
A terceira safra, por outro lado, deve recuar 20,1%, para 2,39 milhões de toneladas.
Algodão atinge maior produção da série
O algodão também aparece entre os destaques positivos do levantamento. A Conab estima produção de 4,14 milhões de toneladas na safra 2025/26, o maior volume da série histórica.
Mesmo com redução de 3,2% na área cultivada, estimada em 2,02 milhões de hectares, a produtividade deve crescer 4,9%, chegando a 2.053 quilos de pluma por hectare.
A produção é 1,5% superior à registrada na temporada 2024/25 e 1,4% acima da estimativa divulgada em agosto.
Arroz e feijão recuam
Nem todas as culturas apresentam crescimento. A produção de feijão está estimada em 2,95 milhões de toneladas, queda de 3,6% em relação ao ciclo anterior.
A área cultivada diminuiu 5,7%, enquanto a produtividade média aumentou 2,2%, chegando a 1.161 quilos por hectare. A demanda doméstica projetada é de 2,7 milhões de toneladas, mantendo o mesmo patamar da safra passada.
No caso do arroz, a produção deve somar 11,08 milhões de toneladas, retração de 13,2%. A área plantada caiu 14%, para 1,52 milhão de hectares.
Segundo a Conab, a redução está relacionada aos preços menos remuneradores ao produtor e à migração para culturas como soja e milho.
Trigo tem maior queda entre as principais culturas
O trigo apresenta o maior recuo entre as principais culturas analisadas pela Conab.
A produção está estimada em 5,74 milhões de toneladas, queda de 27,1% em relação à safra anterior. A área cultivada diminuiu 21,2%, enquanto a produtividade média recuou 7,5%, para 2.978 quilos por hectare.
Com a menor oferta nacional, as importações do cereal são estimadas em 7,06 milhões de toneladas.
Clima influencia o andamento da safra
O levantamento também destaca diferenças nas condições climáticas observadas em agosto.
Na Região Sul, no sul de São Paulo e no litoral do Nordeste, os volumes de chuva superaram 90 milímetros. Já diversas áreas do Centro-Oeste, Norte e interior do Nordeste registraram acumulados inferiores a 40 milímetros.
O tempo seco favoreceu a colheita no Centro-Oeste e no Sudeste, enquanto o excesso de chuva afetou pontualmente as lavouras de trigo no Sul. Também foram registradas temperaturas acima de 36°C em cinco estados e episódios de geada, principalmente no Rio Grande do Sul.
Para os próximos meses, a previsão indica chuvas abaixo da média em grande parte do Norte e Nordeste e volumes acima da média na Região Sul, com possibilidade de excesso hídrico em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Segundo o levantamento, esse cenário está relacionado à persistência do El Niño entre setembro e novembro.
A Conab informou que continuará atualizando as estimativas das culturas que ainda permanecem em campo nos próximos levantamentos.
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