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VÍDEO | Cardiologista alerta para prevenção de infarto e AVC

Cardiologista Juliano Rocha destaca fatores de risco, sinais de infarto e AVC e a importância do acompanhamento preventivo durante entrevista ao PN7 em Pauta.

Cardiologista Juliano Rocha alerta para prevenção de infarto e AVC

O cardiologista Juliano Rocha fez um alerta sobre a importância da prevenção de doenças cardiovasculares durante entrevista ao programa PN7 em Pauta, do Portal Panorama. Segundo o médico, muitos casos graves poderiam ser evitados com acompanhamento de saúde, controle dos fatores de risco e mudanças nos hábitos de vida.

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Durante a conversa, o especialista destacou que o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC) estão entre as principais causas de morte relacionadas às doenças cardiovasculares. Ele também chamou a atenção para a hipertensão, o diabetes, o colesterol elevado, a obesidade, o sedentarismo e o estresse como fatores que exigem atenção.

“A gente está errando feio em prevenção”, afirmou Juliano Rocha ao comentar os números de mortes cardiovasculares no Brasil.

Médico destaca que muitas mortes podem ser evitadas

Na entrevista, o cardiologista afirmou que o enfrentamento das doenças cardiovasculares precisa começar antes de o paciente chegar a uma situação de urgência ou emergência.

Para ele, o cuidado não deve se limitar ao tratamento realizado nos hospitais. É necessário atuar no cotidiano das pessoas, com acompanhamento médico, alimentação equilibrada, atividade física e controle dos fatores de risco.

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“A maior parte dessas mortes são mortes evitáveis. São mortes que a gente consegue trabalhar, prevenir, só que isso não está acontecendo”, declarou.

O médico também ressaltou que a prevenção precisa fazer parte da rotina desde as primeiras fases da vida. Segundo ele, a identificação antecipada dos riscos pode contribuir para uma vida mais longa e com melhor qualidade.

Hipertensão, diabetes e colesterol exigem controle

Juliano Rocha chamou a atenção para o fato de que algumas doenças podem evoluir sem provocar sintomas evidentes. A hipertensão é um exemplo: uma pessoa pode conviver com a pressão elevada sem perceber os danos que a condição pode causar ao organismo.

Ao comentar a frequência de pacientes que consideram normal ter pressão alta por estarem acostumados com esses níveis, o cardiologista foi enfático:

“Pressão normal de 16 não existe.”

A fala reforça a importância de medir a pressão arterial e procurar orientação profissional para avaliar os resultados. O médico também destacou que diabetes e colesterol elevado precisam ser acompanhados, especialmente quando estão associados a outros fatores de risco.

Segundo ele, essas condições podem se agravar mutuamente e aumentar o risco cardiovascular.

Infarto e AVC: reconhecer os sinais pode salvar vidas

Durante a entrevista, o cardiologista explicou que alguns sintomas exigem atendimento imediato. No caso do infarto, ele citou dor, pressão ou sensação de aperto no peito, principalmente quando persistem por vários minutos e são acompanhadas de falta de ar.

Em relação ao AVC, o médico mencionou sinais como desvio repentino da face, perda súbita de força em um braço ou perna, dificuldade para falar e confusão.

Ao identificar esses sintomas, a orientação é acionar imediatamente o serviço de emergência. No Brasil, o SAMU pode ser chamado pelo telefone 192. A pessoa não deve esperar os sintomas passarem nem dirigir por conta própria até o hospital.

“Quanto mais eu demoro, mais músculo cardíaco vai morrendo e mais neurônios vão sendo afetados”, alertou Juliano Rocha ao explicar os efeitos do atraso no atendimento.

O médico ressaltou que a rapidez na assistência pode reduzir o risco de morte e de sequelas.

Estresse e sono também merecem atenção

Outro ponto abordado foi a relação entre saúde emocional, qualidade do sono e saúde cardiovascular. De acordo com o cardiologista, estresse crônico, ansiedade, depressão e problemas como a apneia do sono podem comprometer a saúde e dificultar o controle dos fatores de risco.

Ele também explicou que situações de forte tensão emocional podem elevar a pressão arterial e funcionar como gatilho para eventos cardiovasculares em pessoas que já apresentam condições de risco.

Por isso, o especialista recomendou atenção à rotina, descanso adequado, alimentação equilibrada e atividade física regular.

Histórico familiar pode indicar necessidade de acompanhamento antecipado

O cardiologista também destacou a importância de conhecer o histórico de doenças na família. Segundo ele, casos de infarto precoce entre parentes podem indicar maior influência genética e justificar uma avaliação médica mais cedo.

O médico explicou que, quando há histórico familiar importante, o acompanhamento preventivo ajuda a identificar fatores de risco antes que eles provoquem complicações.

Atendimento especializado em Jataí

Durante a entrevista, Juliano Rocha também comentou os desafios da assistência cardiovascular em Jataí. Ele citou a falta de um serviço local de hemodinâmica, utilizado em procedimentos como cateterismo e angioplastia, além de intervenções neurovasculares em determinados casos de AVC.

A observação destacou a importância do acesso oportuno a serviços especializados, especialmente em situações nas quais o tempo é determinante para o tratamento.

Prevenção deve fazer parte da rotina

Ao encerrar a participação no PN7 em Pauta, o cardiologista reforçou que cuidar da saúde exige atenção contínua, e não apenas a procura por atendimento quando aparecem sintomas.

Entre as orientações apresentadas estão controlar a pressão arterial, acompanhar colesterol e glicemia, manter o peso sob orientação profissional, praticar atividade física e adotar hábitos mais saudáveis.