Austrália confirma H5N1 em mamífero pela primeira vez

A Austrália confirmou o primeiro caso de gripe aviária H5N1 em um mamífero no país. O vírus foi identificado em uma foca-de-pelo-de-nariz-comprido encontrada morta em Beachport, no estado da Austrália do Sul.
A confirmação representa uma nova etapa na disseminação do vírus em território australiano. Os primeiros registros no país ocorreram em aves silvestres, e desde junho as autoridades ampliaram a vigilância sobre animais infectados e mortos.
Segundo as autoridades locais, a foca não apresentava sinais de ferimentos. Até o momento, a morte não foi relacionada a outros casos de mamíferos marinhos doentes ou mortos na região.
Vírus avança entre animais silvestres
A gripe aviária de alta patogenicidade H5N1 vem afetando diferentes espécies de aves e mamíferos em várias partes do mundo. Na Austrália, o vírus já foi identificado em diferentes espécies de aves marinhas e há evidências de transmissão entre aves silvestres em algumas áreas.
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A presença do vírus em mamíferos chama atenção das autoridades sanitárias porque esses animais podem entrar em contato próximo com aves infectadas. No caso das focas, a proximidade entre as espécies no ambiente costeiro aumenta a possibilidade de exposição ao vírus.
O governo australiano informou que o H5N1 ainda não foi detectado na avicultura nem no sistema de produção agropecuária do país. A situação permanece concentrada na fauna silvestre.
Austrália reforça vigilância
Desde os primeiros registros, o país ampliou a coleta de amostras e o monitoramento de animais silvestres. As autoridades também adotaram medidas coordenadas para acompanhar a evolução do vírus e identificar novas ocorrências.
Em julho, o governo australiano destinou até 24,8 milhões de dólares australianos para apoiar as ações de resposta, vigilância e investigação relacionadas à gripe aviária em animais silvestres.
O acompanhamento ganhou importância depois que o vírus passou a apresentar transmissão local entre aves e provocou episódios de mortalidade de animais silvestres em algumas regiões.
Risco para humanos continua baixo na Austrália
Apesar da confirmação em um mamífero, as autoridades australianas afirmam que o risco para a população permanece baixo. Segundo o Centro Australiano de Controle de Doenças, não há registro de casos humanos adquiridos no país relacionados à cepa detectada.
A orientação oficial é evitar contato com aves ou outros animais silvestres doentes ou encontrados mortos. O material deve ser comunicado às autoridades responsáveis para investigação.
Reflexos para o setor avícola
O avanço do H5N1 na fauna silvestre também é acompanhado pelo setor agropecuário internacional. A preocupação está principalmente na possibilidade de o vírus chegar às criações comerciais, cenário que pode provocar impactos sanitários e econômicos.
Por enquanto, a Austrália mantém a informação de que não há detecção do vírus em aves de produção ou na agricultura. A vigilância sobre a fauna silvestre continua sendo uma das principais estratégias para reduzir o risco de entrada da doença no sistema produtivo.
Para países com forte produção avícola, como o Brasil, a evolução dos casos internacionais reforça a importância das medidas de biossegurança nas propriedades, do monitoramento sanitário e da comunicação rápida de suspeitas.
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