Anvisa proíbe produtos capilares e de limpeza irregulares
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na sexta-feira (5/12), a suspensão e a proibição de uma série de produtos capilares e saneantes comercializados de forma irregular no país. As resoluções foram publicadas nesta segunda-feira (8/12) no Diário Oficial da União (DOU).
Ao todo, seis empresas foram atingidas pelas medidas: quatro relacionadas a cosméticos capilares e duas a produtos de limpeza. Segundo a agência, os itens estavam sendo ofertados sem registro e sem autorização de funcionamento no Ministério da Saúde, o que infringe os artigos 2º e 12 da Lei nº 6.360/1976.
Entre os produtos, um deles foi apenas suspenso por alegações terapêuticas indevidas e referência ao minoxidil — substância que não pode ser utilizada em cosméticos, conforme a Resolução 529 da Anvisa.
Produto suspenso
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Tônico Capilar Minoxi Turbo Glammour Professional (cosmético), da empresa Glammour Professional
A suspensão ocorreu porque o produto apresentava alegações terapêuticas como “estimula o crescimento capilar” e fazia alusão ao minoxidil, substância proibida em itens de higiene e cosméticos.
Produtos proibidos
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Bagna pó capilar/Bagna hair shadow/Bagna maquiagem capilar (cosmético), de empresa não identificada pela Anvisa
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Todos os produtos saneantes da empresa Gasparelo Produtos de Limpeza e Higiene Ltda.
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Macho Alfa Minoxidil Turbo (cosmético), da empresa Douglas Rafael Oliveira da Silva
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Acta BTI (saneante), de empresa não identificada
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Todos os produtos cosméticos da marca Sabô Ageless, de empresa não identificada
De acordo com a Anvisa, todos os itens proibidos estavam sendo fabricados ou comercializados sem registro sanitário e sem autorização de funcionamento, o que coloca em risco a segurança dos consumidores. As empresas também não apresentavam comprovação de qualidade ou condições adequadas de produção.
A agência reforçou que produtos irregulares podem conter substâncias proibidas, formulações desconhecidas ou rótulos que induzem o público ao erro. Por isso, recomenda que consumidores verifiquem sempre se o item possui registro válido antes da compra.
Por Gessica Vieira
Foto: Reprodução
Jornalismo Portal Pn7
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