Agro brasileiro amplia vendas aos países árabes e movimenta quase US$ 10 bilhões

Agro brasileiro amplia vendas aos países árabes e movimenta quase US$ 10 bilhões

As exportações do agronegócio brasileiro para os 22 países árabes movimentaram US$ 9,897 bilhões entre janeiro e agosto de 2026. O valor representa crescimento de 6,81% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

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O resultado foi sustentado principalmente pelas vendas de carnes, açúcar, cereais e produtos do complexo soja. O desempenho reforça a participação dos países árabes entre os destinos relevantes para os produtos agropecuários brasileiros.

Entre os principais destaques está a carne bovina. As exportações da proteína alcançaram US$ 1,177 bilhão no período, alta de 20,23% sobre os oito primeiros meses de 2025.

A Arábia Saudita foi um dos mercados que mais ampliaram as compras de carne bovina brasileira. As vendas para o país cresceram 56,66%, chegando a US$ 296,79 milhões. Para o Egito, o avanço foi de 28,64%, com US$ 254,68 milhões, enquanto os Emirados Árabes Unidos registraram alta de 5,40%, totalizando US$ 127,35 milhões.

Frango mantém Arábia Saudita como principal mercado

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A carne de frango também teve participação expressiva na pauta de exportações. O faturamento acumulado chegou a US$ 2,169 bilhões, embora ainda represente queda de 4,55% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

A retração, porém, diminuiu ao longo do ano após o desempenho das vendas em agosto. A Arábia Saudita permaneceu como principal mercado da proteína brasileira na região, com US$ 697,83 milhões em compras, crescimento de 10,22%.

Além das carnes, o avanço das vendas para os países árabes também foi influenciado por produtos agrícolas, incluindo açúcar, cereais e soja.

Novas rotas ajudam a manter o comércio

No Golfo, as exportações brasileiras de produtos do agronegócio cresceram 2,19% nos oito primeiros meses do ano, alcançando US$ 3,852 bilhões.

Iêmen e Omã registraram aumentos superiores a 50% nas receitas com produtos agropecuários brasileiros. No Iêmen, o crescimento foi de 52,08%, para US$ 270,56 milhões. Em Omã, as vendas avançaram 53,73%, chegando a US$ 292,85 milhões.

Parte desse movimento está relacionada à adaptação das rotas comerciais diante das restrições logísticas na região. Exportadores passaram a utilizar alternativas de transbordo e transporte terrestre para manter o fluxo de mercadorias.

Considerando todas as exportações brasileiras, e não apenas os produtos do agronegócio, as vendas para os 22 países árabes somaram US$ 13,38 bilhões entre janeiro e agosto, alta de 5,75% na comparação anual.

Os dados indicam que o mercado árabe continua ampliando a presença dos produtos brasileiros em 2026, com destaque para as proteínas animais e outras commodities agrícolas. A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira projeta que as receitas de exportação para a região terminem o ano acima de 2025 e próximas do resultado registrado em 2024, quando as vendas brasileiras ao bloco chegaram perto de US$ 24 bilhões.

Gessica Vieira

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