Greve da Caixa: agências retomam atendimento parcial após decisão do TST

Greve da Caixa: agências retomam atendimento parcial após decisão do TST

As agências da Caixa Econômica Federal retomam parcialmente o atendimento nesta segunda-feira (28), durante a greve dos empregados iniciada em 10 de setembro. A mudança ocorre após decisão liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que determinou a manutenção de pelo menos 60% dos trabalhadores em atividade em cada unidade durante a paralisação.

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A determinação foi tomada pelo ministro Maurício Godinho Delgado e estabelece que o percentual mínimo de funcionários poderá ser cumprido de forma presencial ou remota. Em caso de descumprimento, as entidades sindicais envolvidas estão sujeitas a multa diária de R$ 100 mil.

A decisão não encerra a greve. O movimento continua enquanto o TST analisa o dissídio coletivo apresentado pela Caixa. O julgamento está previsto para esta terça-feira (29), quando a Corte deverá avaliar o mérito da paralisação e as reivindicações apresentadas pelas partes.

O que muda para os clientes

Com a determinação judicial, o atendimento presencial nas agências passa a ocorrer de forma parcial. Isso significa que a disponibilidade de serviços pode variar de acordo com a unidade e com a organização do efetivo durante a paralisação.

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Enquanto a greve continua, a Caixa mantém alternativas para operações que podem ser realizadas sem atendimento presencial. Entre elas estão os caixas eletrônicos, aplicativo e site do banco, Caixa Tem, aplicativos específicos de cartões, habitação e FGTS, além das casas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e terminais Banco24Horas.

Também permanecem disponíveis os canais de atendimento telefônico da instituição, incluindo o Alô Caixa, pelos números 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades.

Decisão do TST

A Caixa havia solicitado à Justiça do Trabalho que 80% dos empregados permanecessem em atividade durante a greve. O banco argumentou que a paralisação poderia afetar serviços considerados essenciais, como a compensação bancária, o pagamento de benefícios sociais e atividades relacionadas ao FGTS. O TST estabeleceu o percentual de 60%.

O ministro também manteve, até o julgamento definitivo, as regras previstas no acordo coletivo anterior. O pedido da Caixa para impedir bloqueios e piquetes nas unidades não foi acolhido, diante da ausência de indícios de excessos apontados na decisão.

A greve dos empregados da Caixa começou em 10 de setembro e ocorre em meio a um impasse nas negociações entre o banco e as entidades que representam os trabalhadores. Entre os pontos discutidos está o modelo de custeio do Saúde Caixa.

Até o julgamento do dissídio coletivo, o atendimento presencial segue submetido às regras determinadas pelo TST. A decisão de terça-feira (29) deverá definir os próximos passos da paralisação.

Gessica Vieira

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