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Goiás concentra quase metade dos brasileiros chamados Divino e Abadia

Estado reúne 44,5% dos brasileiros chamados Divino, 44,2% dos chamados Abadia e 66,8% das pessoas com o nome Eterno, segundo o Censo 2022.

Goiás concentra quase metade dos brasileiros chamados Divino e Abadia

Goiás concentra 44,5% dos brasileiros chamados Divino e 44,2% das pessoas com o nome Abadia, apesar de representar cerca de 3,5% da população nacional. Os dados são do Censo 2022, disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na ferramenta Nomes no Brasil e analisados pelo portal Mais Goiás.

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Entre os 35.337 brasileiros chamados Divino, 15.730 vivem em Goiás. Já no caso de Abadia, são 2.674 moradores goianos entre 6.056 pessoas com esse nome no país.

Outro destaque é o nome Eterno. Dos 229 brasileiros identificados com esse primeiro nome, 153 moram em Goiás, o equivalente a 66,8% do total nacional.

Os números revelam uma particularidade da população goiana: nomes associados à tradição familiar e à religiosidade aparecem no estado em proporções muito superiores à participação de Goiás na população brasileira.

Eterno é nome de 153 pessoas em Goiás

A concentração do nome Eterno é uma das mais expressivas do levantamento. Somente Goiânia reúne 36 homens com esse nome.

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Outro exemplo é Abadio. Dos 1.195 brasileiros identificados com esse primeiro nome, 605 residem em Goiás, o equivalente a 50,6%.

O estado também registra 15.729 mulheres chamadas Divina, número praticamente igual ao de moradores chamados Divino.

São Patrício tem um Divino a cada 71 moradores

No município de São Patrício, no interior de Goiás, 30 pessoas receberam o nome Divino em uma população de pouco mais de 2,1 mil habitantes, segundo o Censo 2022.

Isso representa aproximadamente uma pessoa chamada Divino a cada 71 moradores.

O nome ocupa a 51ª posição entre os mais frequentes de Goiás. Entre os 15.730 moradores identificados com esse nome, 15.667 são homens.

Já Abadia apresenta predominância feminina: 2.619 das 2.674 pessoas com esse nome em Goiás são mulheres.

Tradições religiosas ajudam a contextualizar os nomes

A religiosidade é uma possível pista para compreender a presença desses nomes no estado, embora os dados não comprovem uma relação direta entre as tradições religiosas e a escolha dos nomes.

Em Pirenópolis, a Festa do Divino Espírito Santo é celebrada desde 1819 e foi reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural do Brasil em 2010.

Outra manifestação tradicional é a Romaria de Nossa Senhora d’Abadia do Muquém, em Niquelândia, com registros históricos que remontam ao século XVIII.

Essas celebrações fazem parte da história cultural goiana e mostram a presença da religiosidade na vida de diferentes comunidades.

Nomes tradicionais aparecem menos entre os jovens

O levantamento também indica diferenças entre gerações. A idade mediana das pessoas chamadas Divino no Brasil é de 57 anos. Entre quem se chama Abadia, chega a 63 anos. Para Abadio, o indicador é de 60 anos.

Entre os brasileiros chamados Divino, 10.963 nasceram na década de 1960. Já no período de 2020 a 2022, foram identificadas 74 pessoas com esse nome entre os moradores recenseados.

Esses números sugerem que alguns nomes tradicionais perderam popularidade entre as gerações mais recentes. A ausência de registros em determinados períodos, porém, não significa necessariamente que ninguém tenha recebido o nome, já que o IBGE aplica regras de sigilo quando as frequências são pequenas.

Karita e Pabline também se destacam em Goiás

A concentração regional não se limita aos nomes tradicionais. Goiás reúne 49,5% dos brasileiros chamados Karita e 47,2% daqueles que receberam o nome Pabline.

Outros nomes com participação expressiva do estado no total nacional são Jales, com 45,2%; Sinomar, com 42,3%; Jovair, com 40,3%; Coraci, com 39,6%; e Valdivina, com 37,2%.

Euripedes também apresenta concentração goiana: 36,1% dos brasileiros com esse nome vivem no estado, totalizando 4.595 moradores.

O que os nomes revelam sobre Goiás?

A ferramenta Nomes no Brasil permite consultar a frequência de primeiros nomes e sobrenomes, sua distribuição geográfica, o sexo e a idade mediana das pessoas identificadas no Censo 2022.

Os dados representam a população residente no país em 1º de agosto de 2022 e não todos os registros de nascimento realizados ao longo da história.

O levantamento mostra como nomes tradicionais e escolhas de diferentes gerações compõem a identidade regional. Mesmo reunindo cerca de 3,5% da população brasileira, Goiás concentra quase metade das pessoas chamadas Divino e Abadia e aproximadamente dois terços dos brasileiros chamados Eterno.