Vacas e ovelhas voltam ao campo na Espanha para ajudar no combate a incêndios
Uma estratégia que une pecuária e preservação ambiental está ganhando espaço na Espanha. Agricultores da região da Galícia, no noroeste do país, estão retomando a criação de raças nativas de bovinos, ovinos e caprinos para ajudar no controle de plantas consideradas inflamáveis e diminuir o risco de incêndios florestais.
A iniciativa utiliza principalmente a raça bovina Cachena, conhecida pela adaptação a terrenos montanhosos e pelo hábito de consumir diferentes tipos de vegetação. Os animais ajudam a manter a vegetação rasteira sob controle por meio do pastoreio, reduzindo o acúmulo de material que pode favorecer a propagação das chamas.
A medida ganhou força após períodos de grandes incêndios na região. Comunidades rurais passaram a recuperar uma prática tradicional de manejo da terra, utilizando os animais como aliados na manutenção das áreas abertas e na prevenção de novos focos de fogo.
Além das vacas Cachena, outros animais como cabras e ovelhas também participam do trabalho de controle da vegetação. Segundo informações divulgadas por entidades locais, a população de animais nativos aumentou significativamente nas últimas décadas, impulsionada por programas de incentivo e reprodução.
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Os animais também passaram a utilizar tecnologias de monitoramento, como coleiras com GPS, permitindo o acompanhamento dos rebanhos em áreas extensas sem a necessidade de cercamentos convencionais.
Especialistas apontam que o uso do pastoreio pode ser uma ferramenta complementar no combate aos incêndios, mas deve estar associado a outras ações de manejo florestal, como limpeza de áreas, podas e estratégias técnicas de prevenção.
A experiência chama atenção do setor agropecuário por mostrar uma integração entre produção rural, conservação ambiental e uso sustentável das áreas agrícolas.
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