Missão da União Europeia avalia exportadores de aves e mel

Missão da União Europeia avalia exportadores de aves e mel

Uma missão técnica da União Europeia iniciou uma avaliação de empresas brasileiras dos setores de aves e mel. A visita ocorre em um momento decisivo para o comércio de produtos de origem animal entre Brasil e bloco europeu.

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Os técnicos europeus vão analisar os sistemas de produção, processamento e fiscalização, com atenção especial aos controles relacionados ao uso de antimicrobianos. A avaliação também envolve rastreabilidade, programas de autocontrole e registros de medicamentos veterinários.

A missão começou nesta semana, com reuniões em Brasília, e inclui visitas a empresas habilitadas a exportar para a União Europeia. Os representantes também devem passar por apiários no Paraná, uma unidade de processamento de mel no interior de São Paulo e órgãos estaduais de defesa agropecuária.

Avaliação ocorre em meio a impasse comercial

A inspeção acontece depois que a União Europeia retirou o Brasil da relação de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco. A decisão está relacionada às exigências europeias sobre o controle do uso de antimicrobianos nas cadeias produtivas.

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O calendário aumenta a importância da missão. A partir de 3 de setembro, está prevista a entrada em vigor das restrições às exportações brasileiras de produtos como carne de aves, carne bovina, mel e pescados.

O retorno do Brasil à lista de fornecedores autorizados dependerá de uma decisão das autoridades europeias após a análise dos resultados da missão. Portanto, a visita técnica não representa, por si só, a retomada automática das exportações.

Setor avícola acompanha auditoria

No setor de aves, a expectativa é de que as empresas apresentem os controles já adotados para atender aos requisitos do mercado europeu. Entre os procedimentos estão a separação de animais destinados à exportação para a Europa e a não utilização de antimicrobianos como promotores de crescimento, segundo informações divulgadas sobre a missão.

A União Europeia também deve verificar documentos e registros relacionados à produção e à fiscalização oficial. O objetivo é avaliar se os mecanismos brasileiros são capazes de garantir o cumprimento das exigências estabelecidas pelo bloco.

Exportações têm peso para o agronegócio

A discussão é relevante para o agronegócio brasileiro porque a União Europeia representa um mercado de alto valor para produtos de origem animal.

Dados citados em reportagens sobre a missão apontam que o Brasil exportou 226,2 mil toneladas de carne de frango para a União Europeia em 2026, com receita próxima de US$ 680 milhões. Em julho, foram 36,8 mil toneladas, movimentando US$ 104,2 milhões.

Uma eventual interrupção das vendas pode exigir que empresas direcionem volumes para outros mercados. Ao mesmo tempo, a manutenção do acesso ao bloco depende da capacidade brasileira de demonstrar conformidade com as regras sanitárias europeias.

Para estados produtores como Goiás, o acompanhamento é importante. O setor avícola possui participação relevante na economia agropecuária estadual, e mudanças no comércio internacional podem influenciar a demanda, os preços e as estratégias de comercialização.

A missão europeia permanece no Brasil até 4 de setembro, quando está prevista uma reunião de encerramento em Brasília. A partir dos resultados, caberá às autoridades da União Europeia decidir os próximos passos para o comércio de produtos brasileiros.

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Gessica Vieira

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