Pesquisa em saúde animal ganha força e amplia competitividade da pecuária brasileira

Investimentos em ciência, desenvolvimento de medicamentos e novas tecnologias ajudam a melhorar prevenção, produtividade e eficiência dentro das propriedades rurais
A inovação em saúde animal vem ganhando importância estratégica para a pecuária brasileira. Investimentos em pesquisa, desenvolvimento de medicamentos e novas tecnologias ajudam a enfrentar problemas sanitários, melhorar o manejo dos rebanhos e aumentar a eficiência de uma atividade na qual saúde e produtividade estão diretamente relacionadas.
Um exemplo desse movimento está na indústria veterinária nacional. A Ourofino Saúde Animal, maior laboratório farmacêutico veterinário de origem brasileira, destina anualmente entre 7% e 8% de sua receita líquida para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D&I).
A estrutura dedicada à área reúne aproximadamente 100 pesquisadores. Desse total, 61 possuem pós-graduação, incluindo 35 mestres ou doutores.
Mais do que uma estratégia empresarial, os investimentos mostram o avanço tecnológico de uma cadeia fundamental para um dos principais segmentos do agronegócio brasileiro.
Tecnologia começa antes de chegar à propriedade
Para o produtor, medicamentos e tecnologias veterinárias disponíveis comercialmente representam apenas a etapa final de um processo que começa muito antes.
O desenvolvimento de novas soluções envolve pesquisa científica, testes, infraestrutura especializada e acompanhamento das necessidades encontradas no campo.
A empresa mantém um parque industrial em Cravinhos, no interior de São Paulo, com aproximadamente 23,5 mil metros quadrados de área construída, além de uma fazenda experimental em Guatapará.
A estratégia também envolve parcerias com instituições científicas, tecnológicas e de inovação.
A integração entre indústria, pesquisadores e campo permite direcionar o desenvolvimento de tecnologias para desafios encontrados nos diferentes sistemas de produção animal.
Saúde também significa produtividade
A evolução da saúde animal tem reflexos econômicos importantes para o produtor.
Problemas sanitários podem provocar redução do desempenho, aumento dos custos de produção e perdas no rebanho. Por isso, prevenção, diagnóstico, manejo sanitário e utilização correta de medicamentos fazem parte da gestão da atividade pecuária.
Em regiões de forte produção como Jataí e o Sudoeste Goiano, a discussão ganha relevância principalmente pela dimensão da bovinocultura e pela busca constante por maior produtividade.
O avanço científico também contribui para que o Brasil mantenha competitividade em um mercado internacional cada vez mais exigente em relação à qualidade, sanidade, rastreabilidade e eficiência da produção.
#Brasil desenvolve tecnologia veterinária
Outro aspecto importante é a capacidade de desenvolver tecnologia dentro do próprio país.
O investimento de empresas brasileiras em pesquisa reduz a ideia de que inovação na pecuária depende exclusivamente de tecnologias desenvolvidas no exterior.
O setor nacional já possui estruturas de pesquisa capazes de desenvolver soluções voltadas às características da produção brasileira.
A evolução vem sendo reconhecida também fora das empresas. Em 2025, a Ourofino recebeu o Prêmio Finep de Inovação na categoria Cadeias Agroindustriais Sustentáveis. Em 2026, ficou em segundo lugar no Prêmio Valor Inovação Brasil, na categoria Agronegócio.
O desafio agora é transformar continuamente conhecimento científico em soluções capazes de chegar às propriedades e responder aos problemas enfrentados pelo produtor.
Para a pecuária, esse avanço significa que saúde animal deixa cada vez mais de ser tratada apenas como resposta a doenças e passa a fazer parte da estratégia de produtividade e competitividade da atividade.
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